Rede Terreiro chega a Uberlândia com a diversidade da dança negra
qui, 15 de outubro de 2015 08:35Da Redação – Com Assessoria
Programação em Uberlândia conta com seis dias de oficinas, espetáculos, palestras e cortejos
De acordo com os dicionários da Língua Portuguesa, um terreiro contemporânea de dança pode ser definido como “um espaço amplo, atual e onde ocorrem movimentos incessantes ao ritmo de alguma música”. No entanto, esta definição se torna pequena diante do 4º Encontro Rede Terreiro Contemporâneo de Dança, que acontece em Uberlândia até domingo, 18. Iniciado na terça-feira, 13, o evento reúne artistas importantes e nomes influentes da dança nacional. O Encontro também é uma oportunidade para se visualizar a multiplicidade da matriz africana da dança no Brasil. O evento tem oficinas e palestras na Oficina Cultural e espetáculos e cortejos no Teatro Municipal. Todas as atividades têm entrada franca.

Encontro é uma oportunidade para se visualizar a multiplicidade da matriz africana da dança no Brasil
“Nesta quarta edição queremos entender melhor a matriz brasileira da dança sem suas vertentes amparadas na diáspora africana”, disse o curador do Encontro, Rui Moreira. Por diáspora entende-se a dispersão de um povo ou de uma cultura, motivada por algo como a escravidão, justamente nos moldes ocorridos no Brasil. Segundo Rui Moreira, entender a dança brasileira com base nos preceitos africanos é essencial e desprezar essa matriz tornaria a dança algo capenga.
A programação em Uberlândia tem seis dias de oficinas, espetáculos, palestras e cortejos, em um total apoio à dança no Brasil. Entre as apresentações do Encontro, a Cia Rubens Barbot Teatro de Dança, do Rio de Janeiro, mostra o espetáculo “Signos”, criado para celebrar os 25 anos da companhia. O Encontro tem ainda a participação de companhias como a Wultos Cia de Dança, Companhia C, Manos do Hip Hop e a Cia Rui Moreira.
Uma das novidades é a Rodada de Negócios, em parceria com o Sebrae/MG. O objetivo é reunir gestores e produtores de mostras e festivais de dança com artistas e grupos em reuniões de trabalho para se refletir sobre o cenário da dança e propor novas parcerias para viabilizar a produção cultural de espetáculos, apresentações e outras atividades que envolvem a cultura negra.
Depois de três encontros realizados em Belo Horizonte, a Rede Terreiro Contemporâneo de Dança se deslocou pela primeira vez para o interior mineiro e escolheu Uberlândia para ser sua sede em 2015. “É gratificante ver o evento acontecendo. Durante estes dias nossa cidade terá mais uma oportunidade de fazer, pensar e pesquisar sobre a dança como expressão cultural. É mais um rico momento de nossa ampla cultura que fortalece tanto nossa comunidade local, mas também difunde ainda mais a cultura afro-brasileira”, disse o secretário de Cultura, Gilberto Neves.
O Encontro é realizado e produzido pela Associação SeráQuê? Cultural, com recursos da Lei Estadual de Incentivo à Cultura de Minas Gerais, patrocínio da Petrobrás e apoio da prefeitura de Uberlândia, por intermédio da secretaria de Cultura. Durante sua realização, o evento promoverá a difusão de pensamentos, registros e publicações de obras do universo cultural negro e africano, com ênfase na produção da dança negra e sua rica abordagem artística, educacional e de pesquisa.
Programação
Local – Oficina Cultural de Uberlândia, rua Tiradentes, 24, bairro Fundinho
Sábado, 17
9h– Oficina teórica “Inovação em projetos Culturais” – Ministrante: André Martinez
14h– Oficina de dança “Dança negra contemporânea: procedimentos criativos” – Ministrante: Nave Gris Cia. Cênica
Domingo, 18
9h –Oficina teórica “Inovação em projetos Culturais” – Ministrante: André Martinez
14h– Oficina de dança “Dança negra contemporânea: procedimentos criativos” – Ministrante: Nave Gris Cia. Cênica
Local – Teatro Municipal de Uberlândia, avenida Rondon Pacheco, 7.070, bairro Tibery
Sexta-feira, 16
18h– Mostra de documentários e sessão comentada de documentários com Cia Étnica – Palestrante: Carmen Luz
21h– Mostra de Espetáculo – Feito Som e Fúria – Coletivo Breaking no Asfalto
Sábado, 17
19h– Conversa com o público – Mediação: Gil Amâncio – Participações: Wultos Cia de Dança e Nave Gris Cia. Cênica
20h30 – Espetáculo “Do ouro ao ferro”, com Wultos Cia de Dança; e “Dikanga Calunga”, com Nave Gris Cia. Cênica
Domingo, 18
18h– Espaço de mostra de fragmentos de espetáculos, trabalhos em processo, ensaios e performances
19h– Espetáculo “Signos”, com Cia. Rubens Barbot Teatro de Dança
20h30– Cortejo de Encerramento com Terno de Congado Estrela Guia
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