Baixas em carteira assinada superaram a criação de novos postos Araguari
dom, 1 de novembro de 2015 08:23Da Redação
Araguari encerra o mês de setembro com 652 novas contratações em carteira assinada, de acordo com informações do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgados na última sexta-feira, 23, pelo Ministério do Trabalho e Emprego. Entretanto, as baixas continuam acima da criação de novos postos de trabalho. As demissões chegaram a 937, que totalizam 58,97% do número de vagas disponíveis.

O comércio apresentou melhor resultado e gerou novas vagas que totalizam 269 contratações em setembro
Os dados representam um decréscimo de 285 vagas. O resultado semelhante ocorreu em agosto, quando foram registradas 781 admissões contra 820 demissões. Segundo o Caged, a diminuição na quantidade de pessoas com carteira de assinada se deve, principalmente, aos setores de Serviço que fechou 131 postos de trabalho na agropecuária com um saldo negativo de 98 postos e a Indústria de Transformação com 80 vagas a menos no mesmo período. Porém, a área de Comércio apresentou melhor resultado gerando novas vagas que totalizam 269 contratações e encerrando o mês com saldo positivo de 56 postos.
Pelo sexto mês seguido, o país demitiu mais do que contratou. Segundo os dados em âmbito nacional, a economia brasileira fechou 95.602 vagas formais de emprego. O resultado é o pior para o mês desde 1992, quando começou a série histórica. O país acumula o fechamento de 657.761 postos em 2015. Houve fechamento de vagas em quase todas as regiões do país em setembro. A retração das vagas formais concentrou-se no Sudeste em setembro, com o fechamento de 88.204 vagas. Os estados de São Paulo e Minas Gerais foram aqueles que mais fecharam vagas no mês, com um saldo de demissões de 45.869 e 32.423, respectivamente.
O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) também registrou a taxa de desemprego no Brasil que em setembro atingiu 7,6% , a mesma de agosto. Apesar da estabilidade, o índice é o maior para o mês desde 2009, quando bateu 7,7%. Em setembro do ano passado, o desemprego havia chegado a 4,9%. Em entrevista, o ministro do Trabalho e Previdência Social, Miguel Rosseto, afirmou que o governo acompanha com ‘grande preocupação’ o aumento no nível de desemprego. “Vemos com preocupação esses resultados. Estamos buscando iniciativas para minimizar estes números, como a política de proteção de emprego”, ressaltou.
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