Em Araguari, mais de 300 pessoas realizam o tratamento contra o vírus HIV
sáb, 24 de outubro de 2015 08:00Da Redação
Dados da secretaria de Estado de Saúde mostram que as contaminações por HIV estão em alta desde 2010 em Minas. Naquele ano, foram 2.256 casos notificados. Em 2014, esse número passou para 3.241, uma elevação de 43%.

Neste ano, mais de 900 pessoas realizaram o teste rápido para detectar o vírus
Araguari está entre as cidades mineiras em que foi constatado o aumento da doença nos últimos anos. Em 2013 foram registrados 27 casos e, no ano passado, foram 31. No entanto, o fechamento deste ano pode não ter aumento. Isso porque, até a tarde desta sexta-feira, 23, o CAE (Centro de Apoio Especializado) havia registrado 17 casos confirmados desde janeiro de 2015.
Segundo informações da coordenadora do CAE, Márcia Sardela, das pessoas infectadas neste ano, treze são do sexo masculino cuja idade varia entre 20 e 55 anos. As mulheres, que descobriram a doença têm entre 35 e 80 anos.
A faixa etária que mais apresentou registros foi entre os 40 e 44 anos. “Três homens e duas mulheres”, contou a coordenadora.
Atualmente, 304 pessoas realizam o tratamento contra o HIV em Araguari. Márcia comenta que o número de testes para o diagnóstico da doença é expressivo. “Somente neste mês, 185 testes rápidos e 235 exames laboratoriais foram realizados”.
O principal conselho sobre prevenção é o uso do preservativo nas relações sexuais e os cuidados em não compartilhar agulhas, seringas, material usado na preparação de drogas injetáveis e objetos cortantes (agulhas de acupuntura, instrumentos para fazer tatuagens e piercings, de cabeleireiro, manicure).
Além dos preservativos comuns, vendidos em farmácias e supermercados, existem outros, que podem ser utilizados como proteção durante as mais diversas práticas sexuais.
Também é preciso ter atenção à utilização de objetos, uma vez que, se estiverem em contato com sémen, fluidos vaginais e sangue infectados, podem transmitir o vírus.
Sobre o tratamento, a coordenadora disse que o paciente recebe gratuitamente a medicação mensalmente e a consulta médica é realizada de seis em seis meses. No caso de gestantes portadoras do vírus, o acompanhamento de ambos acontece até a criança completar um ano e meio. “Em 2014 seis pacientes grávidas receberam toda a atenção para que seus filhos nascessem livres do vírus. Todas tiveram sucesso no tratamento e nenhum bebê foi contaminado”
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