Acervo sobre violência contra mulher é disponibilizado pela Delegacia da Mulher
qui, 5 de novembro de 2015 08:14por Mel Soares
O número de mulheres que sofre com a agressão doméstica aumentou. As delegadas Mary Simone Reis, chefe da 4ª Delegacia Regional de Polícia Civil, e Paula Fernanda de Oliveira, titular da Delegacia de Proteção à Mulher, ao Idoso, à Criança e ao Adolescente, destacam que este tipo de crime acontece há décadas, e o que cresceu foram as denúncias.

Delegadas Paula Fernanda e Mary Simone
Na maioria dos casos, o silêncio das vítimas é motivado pela dependência financeira. “A dependência emocional é algo que impede a denúncia. Isso acaba gerando impunidade. Aquelas que denunciam contam com o nosso apoio por meio de medidas protetivas”, exemplificou a delegada Paula Fernanda.
Para esclarecer a população sobre o assunto e oferecer suporte para estudantes, a Polícia Civil disponibiliza pequeno acervo contendo livros, apostilas, cartilhas e textos ligados a violência intrafamiliar contra mulher. Interessados poderão ter acesso ao conteúdo, na sede da delegacia da Mulher situada na rua José do Patrocínio, 291, centro, de segunda à sexta-feira das 8 às 18h.
Em entrevista, a chefe da 4ª DRPC Mary Simone Reis comenta sobre a redação do Enem deste ano cujo tema foi “A persistência da violência contra a mulher na sociedade brasileira”. Para a delegada, o assunto foi um dos mais bem escolhidos do Enem de todas as edições anteriores.
“É um momento de refletirmos sobre a violência de gênero como um problema cultural e legal, de amplitude nacional. Mais uma oportunidade de debatermos o assunto e identificarmos as várias causas, como a cultura do machismo, que leva a naturalização deste tipo de agressão e a escassez relativa de punições mesmo com legislações específicas”.
Lei Maria da Penha
O objetivo da lei é criar mecanismos para coibir a violência doméstica e familiar contra a mulher, nos termos do art. 226 da Constituição Federal. Uma das lutas empreendidas pela delegacia civil é sobre a aplicação da Lei Maria da Penha, no que tange a tipificação do feminicídio, perseguição e morte intencional de pessoas do sexo feminino, como crime hediondo no Código Penal. A necessidade de mudança de valores é expressada pelas delegadas. “Esse é apenas mais um projeto da Polícia Civil de Araguari que prossegue no compromisso de combater a violência contra a mulher”.
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