Servidores da rede de ensino aguardam novas propostas do Governo de Minas Gerais
qua, 28 de março de 2018 05:58Da Redação
Greve completa vinte dias nessa quarta-feira
A greve dos servidores da rede estadual de ensino completa vinte dias nessa quarta-feira, 28. Dentre as exigências da classe, está o pagamento do piso salarial, o fim do parcelamento dos salários e do 13º e um atendimento de qualidade pelo Instituto de Previdência dos Servidores do Estado (Ipsemg).
De acordo com José Luís da Costa, coordenador da sede do Sindicato Único dos Trabalhadores em Educação de Minas Gerais (SindUTE-MG) em Araguari,as propostas apresentadas pelo governo foram insatisfatórias. “Para nós, seria satisfatório que o pagamento do piso começasse imediatamente, porém, o governo alega que não há verba nesse momento. O sindicato decidiu manter a greve e a próxima reunião ocorrerá no dia 4 de abril”.

Servidores lutam pelo pagamento do piso salarial
Em Araguari, a adesão é inferior ao esperado. “A classe não tem demonstrado muito interesse em aderir à greve e não notamos preocupação por parte do servidor quanto aos direitos que ele talvez perca. Pouquíssimas pessoas compareceram na última assembleia que realizamos”.
Uma nova assembleia será promovida nessa quinta-feira, 29, a partir das 10h, na sede do SindUTE Araguari, localizada na rua Aurélio de Oliveira, 575, Centro. “Estivemos em todas as escolas e pedimos para cada uma enviar ao menos dois servidores; assim, poderemos discutir as propostas do governo, repassar o que está acontecendo e fazermos uma programação para todo o ano”.
O coordenador ressalta que a participação de todos é necessária para a eficácia do movimento. “Se não houver a participação de toda a categoria, não conseguiremos mudar a situação. Normalmente, os professores entram em greve, mas eles não são os únicos a ter o parcelamento dos salários e do 13º e que não estão recebendo o piso salarial. A educação deve funcionar como um todo”.
Em 2016, o Governo de Minas Gerais assinou um acordo para o pagamento de parcelas no valor de R$ 190 por cargo, além do aumento do vencimento básico, com a expectativa de que, até outubro aquele ano, os servidores estariam recebendo o piso salarial. As parcelas referentes aos meses de janeiro a março de 2016 não foram pagas e os servidores também afirmam não ter recebido nenhuma parcela referente aos anos de 2017 e 2018.
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