Domingo, 20 de Setembro de 2020
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Pergunte ao Doutor – Qual objetivo do toque retal?

qui, 5 de dezembro de 2019 05:05

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1-Qual objetivo do toque retal?

O toque retal possibilita identificar sinais de doenças na próstata, como prostatite (inflamação da próstata), hiperplasia (aumento da próstata) e câncer de próstata, mas são necessários outros exames para confirmar o diagnóstico, como de urina e sangue (PSA). O médico também pode examinar problemas como fissuras anais, hemorroidas e outras alterações no reto, uretra, ânus e canal vaginal.

2-Você sabe a diferença do toque retal na urologia e na coloproctologia?

Este exame, ainda cercado de preconceito, não serve apenas para diagnosticar o câncer de próstata.

Porém, os médicos das duas especialidades podem realizar o toque no reto. O coloproctologista visa diagnosticar os problemas do reto e do ânus, como hemorroidas, fissuras, fístulas e também cânceres do reto e do canal anal. O urologista recorre ao método para, através da parede do reto, analisar o tamanho e a superfície da próstata.
Ou seja, embora ambos façam o toque, cada um está buscando informações distintas. Inclusive, as posições de exame são diferentes.

 

3-O exame exige algum preparo? Tem no SUS?

O exame não exige nenhum preparo prévio.

Sim, o exame está disponível no Sistema Único de Saúde e pode ser solicitado por urologistas, proctologistas e ginecologistas.

 

4-Como é feito o exame de toque retal?

A posição indicada para o exame pode variar dependendo de cada médico. Há os que pedem ao paciente que fique deitado de lado, de barriga para cima, em pé, um pouco inclinado sobre uma superfície etc. O médico insere um dedo no ânus, utilizando luva e lubrificante e analisa a região por cerca de 10 segundos. Pode ser solicitado que o paciente faça força, semelhante à utilizada ao evacuar, para relaxar a musculatura e permitir uma análise mais eficiente.

 

5- O exame de toque retal dói?

O exame é completamente indolor, sem sequelas e menos desconfortável do que o exame ginecológico. Não é necessário ficar em posição vexatória, com o exame podendo ser realizado, inclusive, com o homem em pé.

E o mais importante: o diagnóstico sai na hora. Assim que o exame é feito, o médico diz a condição da próstata.

 

6- Como é o exame de toque retal feminino?

O procedimento para as mulheres é o mesmo que para os homens. Ele pode fazer parte de um exame ginecológico de rotina. Durante a consulta, o exame pode ser utilizado para ajudar a avaliar a situação dos órgãos pélvicos da mulher.

Assim como para os homens, o exame nas mulheres pode servir para identificar problemas como sangramento, constipação, problemas urinários e incontinência fecal.

Em casos excepcionais, quando o exame por via vaginal é impossível, ele pode ser feito para averiguar a saúde do útero e dos ovários.

 

7-Quais os riscos?

Não existem grandes riscos relacionados ao exame de toque retal. Pacientes com hemorroidas ou fissuras anais podem apresentar sangramento em pequena quantidade. Fora isso, o máximo que pode acontecer é você sentir um leve desconforto durante a realização do teste.

 

8-Mulheres trans devem fazer o exame?

Por serem submetidas por tempo indeterminado a um tratamento hormonal que bloqueia a testosterona e estimula a produção de estrógeno (para o crescimento das mamas, por exemplo), as mulheres transgênero não precisam fazer o exame.

Por conta dos hormônios, a próstata (que não é retirada durante a cirurgia de mudança de sexo) para de crescer.

Entretanto, essas pacientes devem sim continuar a fazer acompanhamento periódico e a reposição hormonal corretamente. Muitas pacientes acabam ingerindo hormônios de maneira indiscriminada, pois desejam ver um resultado rápido e isso é perigoso.

Por isso, exames para prevenção de trombose, doenças no fígado e câncer de mama são necessários e devem ser realizados com regularidade.

 

9-O exame PSA não é uma alternativa ao exame de toque?
Não! O exame de toque retal e o PSA são complementares, isto é, devem ser feitos em conjunto, para evitar a ocorrência de falsos positivos/negativos.

 

10-O câncer do urologista e o do coloproctologista?

O tumor maligno da próstata é o segundo tipo mais comum em homens brasileiros, só perdendo para os da pele. Como a maior parte dos cânceres, o da próstata é melhor tratado no princípio. Quanto mais cedo iniciar o tratamento, maior a taxa de cura e menores os efeitos colaterais.

A maioria dos cânceres da próstata é diagnosticada pelo rastreamento com o antígeno prostático específico (PSA) no sangue ou durante o exame de toque retal feito pelo urologista. Na fase inicial, essa doença não costuma dar sintomas.

Por isso, o importante é fazer acompanhamento regular com o médico urologista, iniciando em torno de 50 anos, ou até mais cedo se o seu pai, avôs ou tios tiveram tumores malignos nessa glândula antes de 65 anos de idade.

Lembre-se, no entanto, que  a saúde do homem deve ser olhada de uma forma total e fazer um checkup da sua saúde é importante. Digo isso para agora propor um olhar para a coloproctologia.

Nela, o câncer colorretal carrega uma incidência alta em todo o mundo. O que pode diminui-la? A adesão a uma vida saudável, com exercícios físicos regulares, bons hábitos alimentares e abolição do tabagismo.

Junto a isso tem sido recomendado também o rastreamento para ambos os sexos, com a realização da colonoscopia pelo coloproctologista. O exame consiste na introdução de um tubo flexível acoplado a uma câmera para examinar o intestino por dentro. Caso seja encontrado algum pólipo (lesão benigna que pode dar origem ao câncer), ele é removido na hora, durante o procedimento.

Recomenda-se iniciar o rastreamento do câncer colorretal para pessoas da população geral, com risco médio, aos 45 ou 50 anos. Aqueles com risco elevado, que tenham parentes com história de tumores do tubo digestivo ou que apresentem sintomas como sangramento ou alteração do hábito intestinal, devem começar antes.

1 Comentário

  1. zcxkovafio disse:

    ijxuhvxhppotektpveorothpouowsu

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