CANTINHO DO MÁRIO – 27 DE JUNHO
sáb, 27 de junho de 2026 16:15
A DESONESTIDADE
Olhando o entorno, ficamos escandalizados com o falseamento da verdade e a insinceridade que campeiam no mundo. Há que se perguntar: as pessoas nascem assim ou é o meio que as corrompe? Se é assim, por que pessoas que nascem em locais onde predominam o crime e a desonestidade conseguem vencer e se transformar em cidadãos honestos e úteis à sociedade? Será uma tendência? Dizem que a ocasião faz o ladrão; entretanto, no dia a dia vemos que esse ditado nem sempre coaduna com a verdade. Sem sombra de dúvida, o meio pode acordar o monstrinho que dorme dentro de nós. Contam que um jovem se aproximou do sábio da tribo e lhe perguntou: “É verdade que dentro de nós há dois lobos, um bom e outro mau?” O ancião assentiu com a cabeça. Então insistiu o jovem: “Qual vence?” O sábio, que já adivinhava a pergunta, respondeu: “O que alimentarmos.” O que estamos vendo no momento tem a ver com ganância e poder; o saco da ambição nunca enche. Há pessoas que detêm o poder, acumulam fortunas de modo torpe, sem se preocupar com as sequelas, desde que sua intenção seja consumada. O pior é que o montante do crime, às vezes, chega a alturas estratosféricas; precisariam viver umas duzentas vidas para gastar tudo e, mesmo assim, não se contentam: continuam a roubar. Prejudicam seu país, quebram fundações, bancos e outras instituições sem se preocupar com as consequências advindas de tais atitudes. Deixam famílias na miséria, pais de família e idosos que não têm mais condições de voltar ao trabalho em completo abandono. Será que essas pessoas não têm consciência? Nós sabemos que existe a lei do livre-arbítrio, mas também há a de causa e efeito, ou seja, o que plantarmos teremos que colher, ceitil por ceitil. Ninguém vive para sempre, caixão não tem gaveta e, depois, o que será que vem? Se não levamos nada para o além, como é que negociaremos com o tinhoso? Pois é, vai para o tacho comunitário; é quando o filho chora e a mãe não vê. A desonestidade é insidiosa; ela propõe meios não muito ortodoxos de domínio sobre os mais fracos, calcando-os sob o tacão da imposição. Vejam países onde imperam ditaduras ou regimes de exceção: a liberdade é tolhida e, principalmente, a de expressão. Nesses lugares não há felicidade, apenas arroubos de alegria transitória. A “mania de roubar” é clinicamente chamada de cleptomania. Trata-se de um transtorno do controle dos impulsos em que a pessoa sente uma vontade incontrolável de furtar objetos, sem que haja motivação por ganância, vingança, necessidade material ou conveniência. Não sei se o que estamos assistindo tem essa conotação; o que você acha? Agora, na minha opinião, nosso país é o mais rico do mundo. Aguentar tantos atentados à economia, aos bons costumes e ao pudor e continuar de pé realmente não é para amadores.
MÁRIO FERREIRA:.
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