TJ decide que próximo julgamento de “Euripão” será em Uberlândia
qua, 9 de março de 2022 08:02Da Redação

Primeiro júri de Eurípedes Martins ocorreu há três anos
Dias depois de manter a absolvição de Eurípedes Martins no caso de uma adolescente de 13 anos, o Tribunal de Justiça de Minas Gerais julgou uma nova situação envolvendo “Euripão”, desta vez em relação ao homicídio qualificado e ocultação de cadáver de outra menor, em março de 2005. A vítima permaneceu desaparecida por dois meses e foi encontrada em estado de decomposição, aos fundos da paróquia de Nossa Senhora de Fátima.
Diante de toda a repercussão do primeiro júri popular, realizado em maio de 2019, no antigo prédio do Fórum Oswaldo Pieruccetti, o Ministério Público requereu o desaforamento do próximo julgamento de Eurípedes Martins e logrou êxito no seu pedido. Conforme decisão da Terceira Câmara Criminal do TJMG, a sessão deverá acontecer no salão do Tribunal do Júri da Comarca de Uberlândia, para que sejam garantidas a serenidade e a imparcialidade do Corpo de Jurados, bem ainda a ordem pública. No entanto, ainda sem previsão de data.
“Insta registrar que a medida excepcional de desaforamento não ofende o princípio do Juiz natural, tratando-se de garantia ao acusado e à sociedade, de um julgamento justo e imparcial”, argumentou Fortuna Grion, desembargador-relator, acompanhado em sua decisão pelos colegas Maria Luiza de Marilac e Octávio Augusto de Nigris Boccacilini.
Dentre as alegações para a mudança de local do julgamento, o Ministério Público colocou que foram feitas campanhas nas redes sociais através da população local e de cidades vizinhas, pedindo a absolvição do acusado, colocando em risco a segurança jurídica do caso.
Ainda, segundo a Promotoria, durante a primeira sessão de júri popular de “Euripão”, um programa de televisão de renomada emissora do país lançou aos espectadores dados estatísticos indicando como certa a absolvição do réu, além disso, um repórter foi enfático em apontar a inocência do acusado.
Eurípedes Martins foi denunciado por cinco homicídios de mulheres em Araguari. De uma delas, ele foi absolvido na Comarca e em Belo Horizonte. Será julgado pelos demais casos, tendo como advogado Paulo Braganti, responsável pela sua saída da prisão.
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