Situação do bosque John Kennedy é de completo abandono, afirma população
qua, 15 de janeiro de 2020 05:12Da Redação
O bosque John Kennedy passará por uma revitalização completa. Este foi o anúncio divulgado em meados de março do ano passado, pela gestão municipal. Na época, a secretaria de Meio Ambiente também assinou um contrato com a empresa Vortex Engenharia de Projetos, vencedora do processo licitatório realizado pela prefeitura e que está encarregada de fazer a elaboração dos projetos arquitetônico, elétrico, hidráulico, estrutural e 3D, visando à revitalização tanto do interior quanto do exterior do bosque.

Situação motiva reclamações tanto dos visitantes quanto dos moradores próximos
De acordo com o secretário de Meio Ambiente, Hamilton Tadeu de Lima Júnior, inicialmente seriam realizados estudos para avaliar as principais demandas em relação às melhorias, posteriormente, o projeto seria analisado pelo departamento de Patrimônio Histórico e, posteriormente pelo Conselho Municipal de Meio Ambiente, uma vez que o bosque John Kennedy é tombado como patrimônio histórico do município.
Apesar do empenho relatado, meses de planejamento e discussões, o projeto ainda não saiu do papel e motiva reclamações tanto dos visitantes quanto dos moradores próximos. Para um frequentador do local que preferiu não ser identificado, o bosque se encontra com uma aparência de abandono. “O local é tradicional da cidade para atividades físicas, passeios, área de contato com a natureza e muitas pessoas estão deixando essas atividades devido à má conservação do espaço. Basta dar uma volta para encontrar lixo, passarelas e bancos quebrados e sem a devida manutenção. Uma boa reforma poderia motivar as pessoas a desfrutar desse ambiente.”
Marislene de Fátima, que reside nas proximidades, afirmou que realiza no entorno do bosque suas caminhadas matinais. Para ela, o local — que deveria ser para o lazer da população, acaba deixando os frequentadores insatisfeitos. “Há muito tempo o bosque está esquecido. As cercas estão caindo, o parquinho infantil onde antes havia areia, agora há cimento porque a areia foi levada pela chuva por ter sido colocada de forma irregular. As crianças podem se machucar naquele espaço, pois, não há segurança. Além disso, também é possível se deparar com jovens usando drogas a qualquer hora do dia, isso causa insegurança aos visitantes que não tem a tranquilidade de permanecer no local.”
A moradora lembrou ainda que o restaurante existente nas dependências do bosque é um empreendimento responsável pela movimentação do local, principalmente nos finais de semana. “Se reformado, as pessoas que o frequentam poderiam permanecer mais tempo no local e até mesmo atrair novos clientes. Lá é uma área bonita, poderiam ser realizados projetos com atividades culturais e práticas esportivas para atrair novamente o público que muitas vezes não conhece o bosque”.
Situado na região central de Araguari, o bosque John Kennedy representa um dos cartões postais do município. O espaço completou seus 119 anos no novembro de 2019. A primeira referência sobre o bosque data de 3 de novembro de 1899, quando a lei n° 73 autorizou o Executivo a conservá-lo. Uma pesquisa feita pela Universidade Federal de Uberlândia revelou que existem no local em média, 113 espécies de árvores nativas. Antes de ter o nome do famoso presidente americano, o bosque recebeu os nomes de Capão do Mato e, posteriormente, Siqueira Campos.
Segundo arquivo, o bosque é ocupado, em sua maior parte, por espécies que necessitam de água em quantidade média durante o ano e perdem folhas para enfrentar uma estação seca; existem em regiões de cerrado, também conhecidas popularmente por “capões de Mata”. O local é considerado uma das maiores reservas urbanas naturais da região. Sobre a revitalização, os munícipes ressaltaram ainda a necessidade de serem contratados profissionais responsáveis pela segurança do local, visando coibir práticas ilícitas como a depredação do espaço público, uso de drogas e outras irregularidades.
“A revitalização somente é necessária quando não se tem o devido cuidado do espaço. Então, que o poder público tenha a consciência de que é preciso fazer a manutenção daquela área, a fim de que seja preservada e os gastos futuros seriam apenas com melhorias, entretanto, o que temos visto é a troca de gestão que não tem essa preocupação além de ser omissos quanto ao patrimônio de nossa cidade, como estão fazendo com os prédios históricos e complexo ferroviário,” finalizou a moradora.
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