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Sessões de julgamento popular dão respostas à sociedade araguarina

sáb, 31 de agosto de 2019 05:08

Da Redação

Pelo menos seis júris foram realizados neste mês

Condenações de 3 a 40 anos e uma absolvição. Assim foi o mês de agosto no Tribunal do Júri da Comarca de Araguari, em sessões de julgamento realizadas pelas duas Varas Criminais.

No dia 13, um jovem pegou 16 anos e 4 meses no regime fechado, após ser denunciado pelo assassinato de Thiago Lourenço Santos, ocorrido na noite de 20 de agosto de 2017. A defesa argumentou que não houve meio cruel, conforme colocou o Ministério Público e pediu a desclassificação do crime para lesão corporal e isenção de pena pela embriaguez completa decorrente do caso fortuito ou força maior.

Outro rapaz julgado na mesma sessão foi absolvido, em razão da falta de provas do seu envolvimento. A vítima tinha 21 anos e foi morta a golpes de faca, socos e pontapés, na região central do vizinho município de Indianópolis. Chegou a ser levada ao pronto-socorro, mas não resistiu. A motivação seria um desentendimento minutos antes em um bar, pois quis separar uma briga envolvendo um amigo e um dos agressores.

Na sessão do dia seguinte, os jurados reconheceram, em sua maioria, que o acusado praticou o crime de homicídio privilegiado. A pena foi dosada em dez anos de reclusão no regime fechado.

O réu de 33 anos foi denunciado pelo MP em razão da morte de Valdeir Fernandes da Silva, “Nego Boy”, 25 anos, em 2010, no bairro Paraíso. O rapaz estava num bar, quando chegaram dois autores. Tentou correr, mas foi perseguido e alvejado. Testemunhas teriam reconhecido o atirador, o qual foi qualificado pelos policiais militares.

Enquanto a Promotoria requereu a condenação pelo cometimento do crime de homicídio duplamente qualificado pelo motivo torpe e o recurso que dificultou a defesa da vítima, o advogado do acusado alegou legítima defesa própria e acrescentou que o mesmo agiu sob o domínio de violenta emoção, logo em seguida a injusta provocação da vítima, consistente ao fato de Valdeir ter se apoderada da arma na carenagem da motocicleta.

No dia 20, foi submetido a julgamento popular o acusado pela morte de Cacildo José Maria, em dezembro de 2016, no bairro Maria Eugênia, supostamente motivado por vingança. Ele foi condenado a 3 anos, 7 meses e 15 dias no regime semiaberto.

A vítima retornava para casa, quando foi abordada supostamente por dois autores, na rua Planaltina, não havendo qualquer chance de reação. Foram vários golpes de faca. Ele foi socorrido e encaminhado para a Unidade de Pronto Atendimento (Upa) porém chegou ao local sem apresentar os sinais vitais.

A Defesa pediu a absolvição do acusado em face da legítima defesa ou o reconhecimento do privilégio da violenta emoção e a retirada da qualificadora do motivo fútil. O MP ratificou o pedido de condenação pelo crime de homicídio privilegiado pela violenta emoção.

Numa das sessões de julgamento popular mais esperadas dos últimos anos, duas mulheres e um jovem responderam pelo assassinato do jogador de futebol amador, Ralfh Campos de Godoy, morto em agosto de 2017, na rua Corumbá, bairro Brasília.

A mulher dele pegou 15 anos de prisão no regime inicial fechado; a irmã dela, 13 anos; o executor do crime recebeu a pena de 14 anos e 9 meses de prisão no regime inicial fechado. A sessão se estendeu até por volta de 22h e mobilizou forte aparato de segurança. Familiares da vítima se manifestaram na porta do Fórum.

A defesa tentou absolver uma das envolvidas, alegando ausências de provas. Para o Ministério Público, a mesma foi a responsável por arquitetar o bárbaro crime.

Houve mais duas sessões do Tribunal do Júri, mas na Segunda Vara Criminal. Um acusado de homicídio pegou 40 anos de reclusão, numa das maiores penas aplicadas nos últimos tempos na Comarca. Em pauta estava o assassinato de Makson Denner Faria Peixoto, vulgo “Pezão”, 21 anos e três tentativas de homicídio. Os fatos se deram na noite de 18 de agosto de 2015, em uma residência no bairro Independência.

Até o fim do ano, a expectativa é de que ocorram mais 15 júris populares nas duas varas criminais da Comarca.

 

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