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Primeiro relatório parcial de ovitrampas na cidade é divulgado

sex, 5 de outubro de 2018 05:20

por Tatiana Oliveira

Ao todo, 210 armadilhas para medir o índice larvário em setores da cidade, são instaladas semanalmente

Há aproximadamente duas semanas o departamento de Controle de Zoonoses da prefeitura de Araguari começou um trabalho de monitoramento de ovos de Aedes aegypti em Araguari. Ontem, 4, a Gazeta do Triângulo teve acesso ao resultado parcial da primeira semana da instalação das ‘ovitrampas’, armadilhas colocadas em 210 pontos estratégicos da cidade para avaliar o índice larvário do mosquito.

Dados fornecidos pelo departamento de Controle de Zoonoses da secretaria de Saúde

Dados fornecidos pelo departamento de Controle de Zoonoses da secretaria de Saúde

 

O relatório parcial mostra o resultado apresentado em 95 armadilhas instaladas, as quais exibiram o total de 241 ovos do Aedes aegypti. “Essa é mais uma ferramenta que estamos usando para fazer o monitoramento desse mosquito com mais precisão. Principalmente agora nesse período chuvoso que nosso trabalho é intensificado, vai ser importante direcionar nossas ações com mais segurança, pois saberemos com exatidão onde está a infestação”, informa Vicente de Paula Marques, coordenador do departamento de Zoonoses da secretaria de Saúde.

As ovitrampas simulam o ambiente perfeito para a procriação do Aedes aegypti: um vaso preto é preenchido com água e levedo de cerveja, que fica parado, atraindo o mosquito. Nele, os pesquisadores inserem uma palheta de madeira, facilitando que a fêmea do Aedes coloque ovos. “Primeiro visitamos a casa do morador, pedimos autorização para colocar a ovitrampa e a cada 7 dias voltamos para recolher essa palheta. Mandamos esse material para o laboratório que faz a contagem de ovos. Diante dos resultados, montamos uma estratégia de trabalho para os bairros com maiores ocorrências”, explica a educadora Maria Vitória dos Santos, responsável pelo monitoramento do ovitrampa na cidade.

A princípio, o bairro com maior índice de ovos de aedes aegypti foi o Goiás (56), seguido do Nossa Senhora de Fátima (55), Centro (39), Vieno (28, Jockey Club (23), Miranda (18), Independência (12), Rosário (4), Industrial (4) e São João (2). No relatório parcial, os bairros Goiás parte alta, Jardim Panorama, Santa Helena, São Sebastião, São Judas, Santiago e Alan Kardec não apresentaram ovos do aedes.

Conforma explica a educadora à reportagem, trata-se de um projeto desenvolvido pela Secretaria de Saúde do Estado, em parceria com os municípios. Apesar de novo em Araguari, o projeto existe em Belo Horizonte há 10 anos.

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