Polícia Militar aplica o Programa Educacional do Meio Ambiente em escolas da rede pública
ter, 6 de junho de 2017 05:02por Stella Vieira
Esse ano o curso conta com a participação de 1.180 alunos
O 4º Pelotão de Meio Ambiente e Trânsito Rodoviário conclui, em julho, o Programa Educacional de Meio Ambiente (Progea) que é ministrado em escolas das redes municipal e estadual de ensino. Esse ano, o curso conta com a participação de 1.180 alunos e está sendo aplicado em Araguari, Indianópolis e Estrela do Sul.
O comandante do 4º Pelotão, primeiro tenente Ivanir Clementino de Brito, conta que o Progea teve início na Polícia Militar em 2015. “O programa começou em Belo Horizonte e deslanchou para o interior de Minas Gerais. Ano passado tivemos 16 turmas em Araguari e, esse ano, nós ampliamos para 43 turmas e incluímos duas outras cidades”.

Moderadores do Progea utilizam várias metodologias para ensinar os alunos
De acordo com o comandante, o projeto é voltado a alunos do 4º ano do ensino fundamental e as turmas são divididas entre quatro militares, que são os mediadores do curso. “Os estudantes recebem um caderno e o conteúdo é ministrado em doze aulas semanais. Além disso, existe uma aula extra, na qual os mediadores levam as crianças para conhecer o trabalho realizado no quartel e para outro local onde elas também possam aprender como, por exemplo, o aterro sanitário ou empresas que fazem a coleta seletiva do lixo”.
O programa atende a escolas das redes municipal e estadual de ensino. “Entramos em contato com as diretoras no início do ano e apresentamos o projeto para tentar contemplar o maior número de escolas possível. Esse ano, a demanda aumentou e outras diretoras nos procuraram, mas cada mediador preencheu o número máximo de turmas permitido”.
O comandante ressalta a importância da conscientização dos alunos. “A Polícia Militar se preocupa com a formação dos jovens, pois é o nosso futuro que está em jogo. Precisamos ensinar para as crianças que elas precisam preservar o meio ambiente, caso contrário, as próximas gerações irão sofrer as consequências”.
As aulas tiveram início em março e terminam em julho. O cabo Wagner Miguel dos Santos, um dos mediadores do Progea, afirma que as escolas são escolhidas por meio de um questionário. “O programa não é desenvolvido de forma aleatória, mas realizamos um estudo e selecionamos as escolas que possuem algum problema social ou relacionado ao meio ambiente”.
Os moderadores do Progea utilizam várias metodologias para ensinar os alunos. “Começamos o trabalho pedindo para que eles imaginem o meio ambiente e façam um desenho, então, observamos cada um e detectamos a melhor forma de desenvolver o projeto. Utilizamos também a educação para pensar, ou seja, jogamos questionamento e eles trazem uma resposta”.
Nessa sexta-feira, 2, os estudantes do Centro Educacional Municipal Neusa Rodrigues Teixeira participaram de uma eleição para o “Clubinho Ambiental”. “Após o encerramento das aulas, vamos montar um projeto na escola e para isso fizemos a eleição dos representantes, que são o presidente, vice-presidente, primeiro secretário e segundo secretário. Durante os encontros, eles perceberam que muitos estudantes estavam jogando lixo no chão, então, o projeto será voltado para esse problema”.
O cabo Wagner acrescenta que os alunos reagem de forma positiva ao Programa de Educação Ambiental. “Nós fazemos com que entendam a existência de problemas ambientais e, para resolvê-los, é preciso reconhecer as situações. Caso contrário, não prestarão atenção, por exemplo, se encontraram uma torneira aberta. Nesse sentido, nosso trabalho é fazer com que reconheçam a realidade onde estão inseridos e entendam que o ser humano também é parte do meio ambiente”.
A aluna Ana Laura Moreira, 10 anos, afirma estar gostando bastante do programa. “Estou achando uma beleza, pois, quando a gente crescer, vamos saber que não pode jogar lixo na rua. Lugar de lixo é no lixo”. Raiane Gomes Cardoso, 9 anos, também demonstrou interesse pelo projeto. “A parte que eu mais gostei foi de cuidar do meio ambiente, não queimar as florestas e cuidar da escola. Estou amando muito”.
Lucimar Marques Costa Rodrigues, diretora da escola, enfatiza que os estudantes são multiplicadores do conhecimento. “Se eles absorverem 80% do conhecimento que é plantado, teremos bons resultados, pois da escola o ensinamento vai para as casas e das casas para a sociedade. Devemos agir localmente e pensar globalmente. Agradeço ao 4º Pelotão de Meio Ambiente e Trânsito Rodoviário por inserir as escolas nesse programa”.
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