Morango do amor: doce famoso na internet ajuda a manter o preço em alta
sex, 1 de agosto de 2025 10:54FAEMG SENAR | Divulgação
Quem usa as redes sociais com certeza já se deparou com uma foto ou vídeo do doce que virou o queridinho do momento: o morango do amor. Inspirado na tradicional maçã do amor, a iguaria feita com morango leva, além da calda vermelha caramelizada, um generoso recheio de brigadeiro branco.
Confeiteiros profissionais e amadores adoraram a ideia, e o doce já está entre os mais pedidos pelos clientes. Quem comemora a novidade são os produtores de morango, que viram a demanda e os preços subirem.
Julimeire Santos é agricultora em Santos Dumont, na Zona da Mata, e diz que a procura pela fruta graúda aumentou muito. Ela vende a caixa com 12 unidades na feira da cidade. Só em um dia, foram 22 cartelas vendidas — e o que antes saía por R$ 10 agora chega a R$ 15.
“Antes elas compravam o morango de cumbuca, para bombom ou decoração de tortas. Agora, todas querem o extra para fazer o morango do amor”, conta Julimeire, sobre suas clientes fixas.

(Foto: Sistema Faemg Senar/Divulgação)
Quem vende a fruta no atacado também comemora. Rodolfo Silva é de Alfredo Vasconcelos, no Campo das Vertentes, conhecida como a “terra do morango”. O cultivo da fruta tornou-se a base da economia da cidade de pouco mais de sete mil habitantes. Hoje, são mais de cem produtores.
Três vezes por semana, Rodolfo leva sua produção para comercializar no Ceasa em Belo Horizonte. No total, vende duas mil caixas de morangos, cada uma com 1,2 kg.
“O tempo também tem ajudado. Este ano, não tivemos geadas nem muita umidade, o que faz a fruta estragar mais rápido. Estamos vendendo um produto com muita qualidade e por um bom preço”, explica Rodolfo.
Ele conta que, como este é o período de oferta em alta, o preço costuma cair. Há algumas semanas, chegou a vender a caixa por R$ 12. Mas, com o aumento da procura, o preço voltou ao patamar de quando a produção é menor, variando de R$ 25 a R$ 30.

(Foto: Sistema Faemg Senar/Divulgação)
Julimeire e Rodolfo estão entre os produtores atendidos pelo Programa de Assistência Técnica e Gerencial (ATeG) do Sistema Faemg Senar. E é justamente com as orientações que recebem da técnica de campo Renata Viol que aprendem a aproveitar essas oportunidades.
“Essa é a época em que começa a colheita no Sul de Minas também, então, normalmente, o preço cai muito por causa do aumento da oferta. Mas este ano isso não aconteceu. Nós tivemos manutenção e até preços maiores que os meses anteriores. Para os nossos produtores, tem sido muito bom”, explica Renata.
Se depender do gosto do brasileiro por doces e novidades, a tendência é que a demanda continue alta e siga até o pico da safra, nos meses de setembro e outubro.
Nenhum comentário
Últimas Notícias
- Falta de repasse faz hospital restringir atendimentos qui, 8 de outubro de 2026
- Prejuízos por chuva e granizo: veja o que o produtor deve fazer para comprovar perdas qui, 8 de outubro de 2026
- Prefeitura de Indianópolis inicia nova etapa de obras no Lago Sul com R$ 2 milhões em investimentos qui, 8 de outubro de 2026
- Projeto Esporte e Lazer para Todos incentiva esporte e cidadania em Abadia dos Dourados qui, 8 de outubro de 2026
- Comissão dá continuidade às discussões sobre bem-estar e qualidade de vida dos profissionais da Educação qui, 8 de outubro de 2026
- Período chuvoso expõe situações negativas com materiais de construção expostos em via pública qui, 8 de outubro de 2026
- MOMENTO DO VÔLEI – 8 DE OUTUBRO qui, 8 de outubro de 2026
- Campeonato Amador de Futebol volta a campo neste domingo para a quinta rodada qui, 8 de outubro de 2026
- Feriado prolongado reacende alerta das forças de segurança em Araguari e região qui, 8 de outubro de 2026
- DIREITO E JUSTIÇA – 8 DE OUTUBRO qui, 8 de outubro de 2026
> > Veja mais notícias...
