Minas Gerais registra três óbitos em investigação para dengue
sáb, 19 de janeiro de 2019 05:35Da Redação
No início dessa semana, a Secretaria de Estado de Saúde (SES-MG) divulgou o segundo boletim epidemiológico do ano, referente às doenças transmitidas pelo mosquito Aedes aegypti. De acordo com o levantamento, Minas Gerais registrou, nos primeiros 14 dias do ano, mais de 1,5 mil casos prováveis (casos confirmados e casos suspeitos) de dengue.
Em duas semanas, foram contabilizados três óbitos em investigação para a doença. Em 2018, oito pessoas morreram em decorrência da dengue e outros 16 casos continuam em investigação.
A febre chikungunya também preocupa, pois foram registrados 17 casos prováveis e dois óbitos estão em investigação. No ano passado, a doença teve uma morte confirmada e outras duas continuam sendo investigadas. E, em relação à zika, o Estado contabiliza, até o momento, seis casos prováveis.

80% dos focos do mosquito estão nas residências e podem ser evitados com ações simples e diárias
**Divulgação
Araguari não está entre os municípios com registros das doenças. Outros municípios do Triângulo Mineiro tiveram notificações de dengue, por exemplo Uberlândia (183 casos prováveis), Campina Verde (29), Uberaba (28) e Ituiutaba (22). Lembrando que Ituiutaba e Uberaba estão entre as cidades que contabilizaram óbitos em decorrência da doença em 2018.
Um dos casos prováveis de febre chikungunya está em Uberlândia. E três dos casos prováveis de zika foram notificados em Ituiutaba.
Cuidados intensificados
Com a chegada do verão, marcada por altas temperaturas e chuvas características, devem ser intensificados os cuidados contra o mosquito transmissor da dengue, febre chikungunya e zika. De acordo com especialistas, as ações devem ser mantidas durante todo o ano, mas essa estação propicia a proliferação do mosquito.
A SES-MG divulgou um alerta para que a população contribua para a prevenção e controle das doenças, tendo em vista que 80% dos focos estão nas residências. “A melhor maneira de se prevenir das doenças é eliminar os focos que acumulam água, considerados possíveis criadouros do mosquito. São exemplos de ações importantes: manter caixas d’água vedadas, guardar pneus e garrafas em locais cobertos, manter ralos limpos e vedados e descartar adequadamente o lixo”, explica a técnica do Programa Estadual de Contorle das Doenças Transmitidas pelo Aedes, Paula Figueiredo.
Outras medidas envolvem o cuidado com calhas, evitando que folhas e sujeiras se acumulem; pratinhos de plantas e bebedouros de animais devem ser limpos diariamente; limpeza de piscinas e fontes de água, bandejas de geladeiras e ar condicioando.
Apesar de não ter registros em Araguari, a preocupação é constante. A equipe do departamento de Zoonoses está intensificando ações de prevenção, para que o próximo Levantamento de Índice Rápido para Aedes aegypti (LIRAa) não seja alto. Em entrevista realizada na primeira semana do ano, o coordenador Vicente de Paula Marques de Oliveira apontou que o departamento está encadeando atividades, principalmente em setores mais críticos, como pequenos mutirões, bloqueios de transmissão, montagem de ovitrampas, viistas em casas abandonadas e terrenos baldios, recolhimento de pneus e palestras educativas.
“Esse período é bastante crítico. Então, volto a repetir a mesma história, é preciso que a população se conscientize e nos ajude nesse enfrentamento ao mosquito. É uma força-tarefa e precisamos da ajuda de todos, mais do que nunca, para eliminar possíveis criadouros. Cerca de 90% dos focos registrados nos últimos levantamentos estão dentro das residências; são tambores de água, pratinhos de planta, vasilhas para animais, ou seja, locais de fácil acesso. São medidas simples que podem evitar um surto da doença”, adverte o coordenador.
Ciclo do Aedes
De acordo com informações da SES-MG, o ciclo de reprodução do mosquito pode variar de cinco a dez dias, de forma que passe pela fase larvária até chegar à forma adulta. A fêmea do mosquito deposita seus ovos na parede interna dos reservatórios e estes podem permanecer viáveis por aproximadamente um ano. Assim que o ovo entra em contato com a água, ele eclode e inicia o ciclo. Por isso a importância de fazer vistorias detalhadas dentro de casa e nos quintais, a fim de eliminar possíveis focos.
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