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Golpe do WhatsApp é aplicado em médicos da cidade

qui, 17 de janeiro de 2019 05:14

por Tatiana Oliveira

Uma das vítimas chegou a transferir R$ 35 mil para a conta do criminoso

Na terça-feira, 15, a Gazeta do Triângulo recebeu um áudio sobre um golpe que supostamente teria sido aplicado em familiares e amigos de dois médicos da cidade. A mensagem estava sendo divulgada em grupos de hospitais e de araguarinos, como forma de alerta. A reportagem entrou em contato com os citados e confirmou que, de fato, um golpe havia sido aplicado.

Para evitar ser vítima deste tipo de golpe o recomendado é que os usuários não repassem informações pessoais a terceiros

Para evitar ser vítima deste tipo de golpe o recomendado é que os usuários não repassem informações pessoais a terceiros

 

Conforme apurado pela reportagem os telefones celulares de ao menos dois médicos da cidade haviam sido clonados. Com isso, os bandidos se apossavam da identidade e número de telefone da pessoa, entravam no WhatsApp dela e pediam dinheiro para familiares e amigos.

Em um dos casos, uma das vítimas chegou a depositar R$ 35 mil para os criminosos e não conseguiu reaver o dinheiro. Conforme apurado pela reportagem, quando a vítima tomou conhecimento que se tratava de um golpe era tarde demais.

Em outro caso, uma colega de um dos médicos chegou a fazer a transferência no valor de R$ 8.700 para a conta solicitada pelo bandido, mas ficou sabendo que era golpe a tempo de bloquear a transação bancária.

Em uma terceira situação, a esposa de um dos envolvidos com celular clonado foi contatada por um criminoso que fingia ser o marido, pedindo que ela transferisse R$ 8 mil. Ela percebeu que se tratava de um ‘esquema’ e ambos passaram a avisar todos os contatos e amigos.

Em todos os casos foram realizados Boletins de Ocorrência, bem como solicitados à mesma companhia telefônica que os chips fossem bloqueados. Mesmo assim, segundo relatos, os criminosos continuaram conseguindo utilizar o WhatsApp das vítimas para aplicar o golpe.

Segundo uma das vítimas, a família irá acionar a companhia telefônica, pois, ao que tudo indica, o criminoso passou-se pelo médico e solicitou um novo chip de celular com o mesmo número. Conforme informado pela família, documentação que comprove a identidade do solicitante deveria ter sido exigida, o que não aconteceu e ocasionou no sucesso do golpe.

Golpe antigo

O golpe não é novo e no ano passado chegou a atingir membros do Congresso Brasileiro. Conforme informado pelo professor Marcos Monteiro, presidente da Associação de Peritos em Computação Forense (APECOF), a outro veículo de imprensa, o golpe tem início com a clonagem do chip da vítima através de um esquema que, geralmente, envolve funcionários das operadoras de telefonia. Com o chip clonado e instalado em um novo aparelho, os criminosos recuperam a conta do WhatsApp da vítima e começam a se passar por ela.

Segundo o mesmo veículo, outra forma de ação neste tipo de golpe depende diretamente da participação da pessoa alvo. Nestes casos, a ativação do aplicativo clonado depende de um código de autenticação, recebido via SMS no celular da vítima. Para ter acesso a esse código o autor do golpe geralmente age de duas formas: ou obtém acesso físico ao smartphone da vítima e assim verifica o código de autenticação ou entra em contato através de SMS e solicita que o usuário informe o código. Neste último caso, o criminoso geralmente utiliza-se de artifícios para enganar a vítima, como dizer que o usuário está participando de uma promoção ou que a informação é necessária para uma investigação policial, entre outros.

Quando o WhatsApp é reinstalado em um novo aparelho, todo o histórico de contatos e conversas é recuperado, o que permite aos criminosos terem acesso à diversas informações pessoais sobre a vítima, além de toda sua rede de contatos. De posse destas informações, os bandidos tem maior facilidade em identificar quem são os contatos com maior probabilidade de cair no golpe e realizar as transferências.

Para evitar ser vítima deste tipo de golpe o recomendado é que os usuários não repassem informações pessoais a terceiros.

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