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Dia da Luta Antimanicomial será abordado em mesa redonda

ter, 21 de maio de 2019 05:51

por Laura Alvarenga

Comemorado normalmente no dia 18 de maio, o Dia da Luta Antimanicomial completa 32 anos. Nesta semana, o tema será abordado em mesa redonda promovida pela prefeitura através da secretaria de Saúde em parceria com o Centro de Atenção Psicossocial (Caps) na tarde desta quarta-feira, 22, na Casa da Cultura Abdala Mameri, localizada na rua José Ferreira Alves, 1098, Centro, às 14h.

Abordando o tema ‘Mentes que clamam cuidados: caminhos, estigmas e desafios da saúde mental em Araguari’, o objetivo do encontro é discutir a realidade da saúde mental do município e propor alternativas conjuntas para melhoria da atenção e cuidado compartilhado.

De acordo com Marcella Camargo, integrante da comissão organizadora do evento, por parte do Caps, a mesa redonda contará com uma série de profissionais de diversas áreas e setores municipais. Entre os convidados fazem parte representantes das escolas municipal, estadual e privada; Instituto Master de Ensino Presidente Antônio Carlos (Imepac); Unidade de Pronto Atendimento (UPA); Santa Casa da Misericórdia; Promotoria; secretaria de Educação; Câmara Municipal, além de um convidado vindo diretamente do Rio Grande do Sul.

Os convidados de diferentes categorias profissionais sejam elas, associações de usuários e familiares, instituições acadêmicas, representações políticas e outros segmentos, irão abordar assuntos alusivos à luta antimanicomial de modo que seja inclusivo no setor em que representam. O intuito é questionar o modelo clássico de assistência voltado para as internações em hospitais psiquiátricos, bem como, aspectos da saúde mental de cada indivíduo que se encontra nessa situação.

A comemoração do Dia da Luta Antimanicomial faz parte do Movimento da Reforma Psiquiátrica iniciado no final da década de 1970. Surgida em uma época em que o país passava por um processo de redemocratização, no ano de 1987 a reforma teve dois aspectos importantes para a escolha do dia em que essa luta seria lembrada. O primeiro foi o Encontro dos Trabalhadores de Saúde Mental, que aconteceu no município de Bauru (SP), e o segundo na I Conferência Nacional de Saúde Mental, no Distrito Federal.

No decorrer dos anos, a saúde brasileira referente à saúde mental, álcool e outras drogas, vem passando por processos de adaptação e se concretizando como política de Estado através de alguns acontecimentos como, o fechamento de parte dos leitos em hospitais psiquiátricos – de mais de 50 mil em 2002, para aproximadamente 26 mil em 2014; instituição da Rede de Atenção Psicossocial (RAPS); criação de cerca de dois mil Caps; cadastramento de 56 Unidades de Acolhimento; entre vários outros.

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