Delegado conclui inquérito sobre homicídio no antigo hospital dos Ferroviários
sáb, 23 de novembro de 2019 05:31Da Redação
Em contato com o jornal Gazeta do Triângulo, o delegado Felipe Oliveira Monteiro informou que concluiu o inquérito sobre o homicídio que vitimou Max Muller Fernando Ferreira, dia 10 de agosto deste ano, no antigo hospital dos Ferroviários, no bairro Goiás. Ele foi morto a golpes de pedra na cabeça enquanto dormia.
Conforme apurado durante a investigação, dois autores cometeram o bárbaro crime, mas um deles foi levantado apenas o apelido, que seria “Paulista”. Assim, o procedimento foi desmembrado e instaurado um novo inquérito para a sua identificação.

Max Muller foi assassinado em agosto deste ano
** Arquivo
O delegado contou que outro envolvido, Amílson Martins de Souza, foi indiciado por homicídio, sendo requerida a sua prisão preventiva, porém, se trata de andarilho que constantemente muda de cidade, não se encontrando mais em Araguari.
Quanto à motivação dos fatos, apurou-se que os autores entregaram a quantia de 20 reais para Max Muller comprar substância entorpecente com o intuito de consumirem juntos, no entanto, o rapaz decidiu usar sozinho a droga.
“Durante o inquérito, uma pessoa por nome ‘Guilherme’ se apresentou em Uberlândia, afirmando ter cometido o crime em Araguari. Contudo, levantamos ao longo das investigações que estava mentindo e pretendia ser preso para buscar a proteção do Estado dentro da prisão, pois estaria sofrendo ameaças de morte naquela cidade”, revelou Felipe Oliveira. Segundo acrescentou, o autor foi indiciado no artigo 341 do Código Penal, por ter se apresentado falsamente como autor de crime.
O CRIME
Por volta de 9h do dia 10 de agosto, a Polícia Militar tomou conhecimento de que uma pessoa havia sido encontrada morta no prédio do hospital da antiga Rede Ferroviária, na praça dos Ferroviários. De acordo com a ocorrência, um trabalhador que atua nas proximidades avistou a pessoa deitada num colchão. Ao verificar o que ocorria, percebeu que o homem possuía ferimentos na cabeça. Junto ao corpo, estava um pedaço de laje, que de acordo com a perícia, pode ter sido utilizado pelos autores, provavelmente durante aquela madrugada.
Na ocasião, os militares não localizaram nenhum documento que identificasse a vítima, sendo apurado apenas que se chamava Max e morava na região do bairro Santa Helena.
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