Comerciante denunciado por homicídio se apresenta no Fórum e é agredido por familiar da vítima
sex, 2 de agosto de 2019 05:58Da Redação
No começo da tarde desta quinta-feira, 1º, um comerciante de 42 anos, denunciado pelo assassinato do construtor Revair Rosa, se apresentou no Fórum Doutor Oswaldo Pieruccetti durante audiência de instrução e julgamento. Ele tinha um mandado de prisão preventiva em seu desfavor, expedido no último mês de abril pela Juíza Danielle Nunes Pozzer, da Primeira Vara Criminal da Comarca.
Na porta do Fórum, o acusado acabou surpreendido por um parente da vítima, sendo agredido com vários golpes de capacete de motociclista na cabeça. A Polícia Militar agiu de forma rápida e impediu que o ataque continuasse, inclusive com uma mulher também agredida.

Acusado tinha audiência agendada na tarde de ontem no Fórum local
** Divulgação
O comerciante se feriu bastante e precisou ser levado a Unidade de Pronto-Atendimento (Upa) para receber cuidados médicos. Até o final da tarde, sob escolta policial, ele permanecia em observação devido à gravidade das lesões – suspeita de traumatismo craniano.
A PM ainda autuou o agressor de 39 anos por lesão corporal e agressão, repassando o caso ao delegado responsável. O autor contou aos militares que não suportou ao ver o assassino de seu irmão e desferiu os golpes com o seu capacete, que foi apreendido.
O acusado do homicídio deve ser encaminhado ao presídio local após liberação na Upa.
OS FATOS
Revair Rosa, também conhecido como Reis, foi assassinado a sangue frio por volta de 10h de 24 de outubro de 2018, na rua Hélio Francisco, cerca de 100 metros do complexo esportivo do bairro Novo Horizonte. Ele estava sentado sozinho no banco de madeira de um terreno aos fundos da rua Padre Nilo, quando o autor parou seu veículo, desceu e disparou contra a vítima.
Ainda conforme levantado pelos militares, após o fato, o atirador correu até uma via próxima e embarcou numa caminhonete Saveiro, cor prata, tomando rumo ignorado. Minutos antes do assassinato, moradores teriam visto o homem perseguindo o veículo do construtor, uma caminhonete, cor branca, que estava estacionada nas proximidades.
Dois dias depois do crime, o comerciante G. C. M., residente naquele mesmo setor de Araguari, compareceu de livre e espontânea vontade na delegacia e, ao delegado Felipe Oliveira Monteiro, assumiu a autoria do crime. Não ficou preso, pois apresentou endereço fixo e não tinha antecedentes criminais.
Na época, segundo o titular da Divisão de Homicídios, o investigado disse que ceifou a vida de Revair com dois disparos de arma de fogo, os quais partiram de seu revólver, calibre 38, adquirido há aproximadamente quatro anos, após uma tentativa em seu comércio, no bairro Beatriz. A motivação seria a venda complicada de um caminhão Mercedes/Benz 1313, ano 71, cor azul.
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