Coluna: Ortopedia em Foco (17/05)
ter, 17 de maio de 2022 08:06Você sabia que existe uma osteoporose que pode ocorrer em grávidas ou homens de meia idade?
A osteoporose transitória do quadril é uma doença rara e pouco conhecida pela população em geral e até por muitos médicos.
Frequentemente passa despercebida ou é confundida com outras doenças do quadril.
Se caracteriza por ser autolimitada e benigna, mas que se não for diagnóstica, pode gerar várias complicações ao paciente.
Se apresenta em 3 fases temporais: inicial (duração de aproximadamente um mês), platô (duração de um a dois meses) e regressão (duração de aproximadamente quatro meses)
A sua evolução até a cura ocorre entre 6 meses a 2 anos.
Qual a faixa de população mais atingida?
Homens de meia idade (40 anos), mas pode ocorrer dos 20 aos 80 anos e grávidas no 3º trimestre.
O que a pessoa sente?
Cursa com dor incapacitante ou vaga sem antecedente de trauma, piorando com a deambulação e mobilização do quadril afetado.
Qual a origem dessa doença?
Indeterminada, há uma discussão se é uma entidade isolada ou uma osteonecrose inicial.
Mas podem ser citadas algumas causas que provavelmente podem desencadear este quadro:
Trauma, infecção, inflamação, processo degenerativo, isquemia, neoplasia, cirurgia, drogas, alterações metabólicas ou neurológicas.
Assim estes fatores podem provocar um aumento de turnover do osso, hipertensão venosa e edema, trazendo como complicações fraturas por fragilidade e osteonecrose.
Fatores de risco: Gravidez é o mais comum
Outros: álcool, esteroides, fumo, hipotireoidismo, baixos níveis de vitamina D, testosterona, ocupação (trabalho ou atividades).
Como é feito o diagnóstico?
É importante uma avaliação com especialista para que outros diagnósticos diferenciais e complicações sejam descartadas.
Quais exames pedir?
O padrão ouro é a ressonância magnética que mostra sinais já após 48h de sintomas.
A radiografia também deve ser pedida, mas inicialmente não mostra alterações.
Como tratar?
Reduzir atividades de impacto, repouso, muleta, cadeira de rodas, compressa morna, analgesia, ultrassom, fisioterapia para manter arco de movimento e fortalecer a musculatura.
Há também a possibilidade de uso de algumas medicações, porém há poucos estudos na literatura robustos que indiquem seu uso.
Esta é uma doença pouco comum, assim seu diagnóstico torna se difícil, pois quem não conhece, não faz uma busca ativa dos seus sinais e o sofrimento do paciente permanece sem esclarecimento e tratamento adequado.
Se você possui ou conhece alguém com alguns destes sintomas ou características, procure um especialista de confiança.
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