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Araguarinos comentam sobre demora nos atendimentos prestados pela Upa

sáb, 18 de janeiro de 2020 05:28

Da Redação

A Unidade de Pronto Atendimento de Araguari (Upa 24 horas) não vem conseguindo suprir a demanda, segundo relatos de pacientes que precisam recorrer ao local. A principal reclamação dos usuários é quanto à demora do atendimento. Pacientes que estiveram na unidade na última quinta-feira, 16, afirmaram que o tempo de espera foi de pelo menos cinco horas. A situação foi contada por uma moradora do bairro São Sebastião que precisou ir até a unidade devido à fortes dores em um dos olhos.

Principal reclamação usuários é quanto à demora para o atendimento

Principal reclamação usuários é quanto à demora para o atendimento

 

“Cheguei ao local as 16h e passei pela triagem por volta das 17h, posteriormente, estava sentindo muitas dores e decidi perguntar sobre o atendimento, sendo informada que havia mais quatro pessoas na minha frente. É importante ressaltar que ao pedir informações para um dos funcionários, fui tratada com falta de respeito. Sabemos que há muitos pacientes, mas somos seres humanos e precisamos de um tratamento com dignidade. O sentimento é de indignação, descaso do poder público, pois, o setor de Saúde é uma vergonha.”

Os usuários relatam ainda a falta de estrutura da unidade para receber a demanda e citam que a sala de espera não tem um conforto para a quantidade de pacientes. “Sabemos que existem os atendimentos prioritários, mas aguardar por horas com dores fortes em um lugar sem ventilação adequada ou um pequeno conforto, acaba piorando a situação. A prefeitura poderia olhar para o setor de Saúde de Araguari e se comprometer a melhora-la conforme anunciou que seria. Nós acreditamos que teríamos dois hospitais em Araguari e até hoje, o antigo Pronto Socorro está fechado e sendo destruído aos poucos. Assim, o povo está à mercê da Upa que, certamente, poderia ser muito melhor com pequenas mudanças,” ponderou um paciente que se identificou apenas como Ricardo.

Muitos pais que levaram crianças para serem atendidas nesta semana contaram que, na maioria das vezes, foi necessário ficar em pé, pois não havia lugar para sentar, devido à quantidade de pessoas aguardando atendimento. A mãe de uma criança que preferiu não se identificar, registrou a situação e afirmou ter aguardado cinco horas para ser atendida. “Do tempo que chegamos até sermos chamados para a triagem registrei pelo menos uma hora de espera.  Depois disso, ainda é preciso aguardar para o atendimento com o médico e caso necessite de exames, o tempo se prolonga ainda mais, pois, existem as trocas de turnos. Enquanto isso, ficamos sem nenhuma orientação, apenas aguardamos.”

Sobre o assunto, funcionários afirmaram que o local possui protocolo de Manchester conforme determinação internacional, sendo assim, as pessoas são atendidas conforme o grau de necessidade, levando em consideração os casos de urgência e emergência como acidentes graves de trânsito que são registrados durante a triagem. Os pacientes que não se enquadram em casos graves, são encaminhados para as Unidades Básicas de Saúde e, aos finais de semana, caso os postos não estejam funcionando, eles serão atendidos na Upa, mas “os pacientes em estado grave têm prioridade de atendimento”, ressaltam.

A reportagem tentou contato com a secretaria de Saúde para falar sobre a situação, entretanto, até o fechamento desta edição não obtivemos retorno.

A Unidade de Pronto Atendimento iniciou suas atividades no município no dia 1º de julho de 2016. Em julho de 2019, a unidade declarou estado de calamidade em seus atendimentos alegando que trabalha diariamente acima da capacidade de contrato. Novos problemas foram enfrentados nas últimas semanas, desta vez devido ao atraso do pagamento do 13º e salário dos funcionários. Em nota, a Missão Sal da Terra, detentora da administração da Upa informou que, na última terça-feira, 14, recebeu parte do repasse em atraso o que possibilitou o pagamento de 50% dos salários atrasados.

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