Araguari passa a contar com duas clínicas de hemodiálise para os pacientes do SUS
qua, 31 de julho de 2024 08:02Da Redação
A hemodiálise é um procedimento médico utilizado para tratar a insuficiência renal, uma condição em que os rins não conseguem realizar suas funções de filtração e eliminação de resíduos do sangue de forma adequada. Durante a hemodiálise, o sangue do paciente é retirado do corpo e passado por um equipamento chamado dialisador, que age como um filtro artificial, removendo as impurezas e o excesso de fluidos. Em seguida, o sangue limpo é devolvido ao corpo.
O processo de hemodiálise geralmente é realizado em clínicas especializadas ou hospitais, e pode ser necessário fazer várias sessões por semana, com cada sessão durando algumas horas. A hemodiálise ajuda a manter o
equilíbrio dos eletrólitos e a controlar a pressão arterial, além de minimizar os sintomas da insuficiência renal, como fadiga, inchaço e acúmulo de toxinas. A terapia é uma solução vital para pacientes com doença renal crônica avançada ou em fase terminal, que não podem realizar a função renal de forma natural.
No dia 29, a secretária de Saúde, Thereza Christina Griep, informou que o município conta com duas clínicas de hemodiálise para os pacientes do Sistema Único de Saúde. “Hoje nós contamos com duas clinicas credenciadas, o Instituto Nefrológico, que já presta há muitos anos o serviço de diálise, não só no município de Araguari, mas em toda a nossa microrregião e recentemente foi credenciada ao SUS a Clínica Doraci, que oferece além de diálise, a diálise peritoneal, então o paciente que necessita de tratamento tanto pré-dialítico, quanto a hemodiálise, pode fazer o uso dessas duas instituições. Se você tiver qualquer dúvida, ou precisar de algum encaminhamento, ou esclarecimento, procure a Secretaria Municipal de Saúde”, disse.
Ressalta-se que, a diálise peritoneal é um método de filtragem do sangue que utiliza a membrana peritoneal, uma fina camada que reveste a cavidade abdominal, para tratar a doença renal crônica. O procedimento começa com a inserção de um pequeno cateter permanente, feito através de uma cirurgia simples e indolor. Após a inserção do cateter, uma solução de diálise é infundida na cavidade peritoneal.
Essa solução entra em contato com o sangue do paciente através da membrana peritoneal, permitindo a remoção de substâncias acumuladas no sangue, como ureia, creatinina e potássio. O processo de filtragem ocorre dentro do corpo do paciente. Após um determinado período, que pode ser ciclado ou constante, o líquido de diálise, agora saturado com toxinas e fluidos, é drenado e substituído por uma nova solução fresca.
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