Segunda-feira, 02 de Fevereiro de 2026 Fazer o Login

Álcool em gel e máscaras cirúrgicas começam a faltar em farmácias de Araguari

ter, 17 de março de 2020 05:20

Da Redação

A corrida em busca do álcool em gel e das máscaras tem se intensificado em todo o país. Em Araguari não é diferente, as farmácias estão registrando a falta desses materiais, que são utilizados para prevenir a contaminação pelo coronavírus. A reportagem entrou em contato com algumas das principais farmácias da cidade e os responsáveis afirmaram que o estoque de álcool em gel está acabando rapidamente.

Alto índice de contágio da doença, que se espalha pelo mundo rapidamente, é a principal preocupação dos araguarinos

Alto índice de contágio da doença, que se espalha pelo mundo rapidamente, é a principal preocupação dos araguarinos

 

Segundo funcionários, as máscaras chegaram há 10 dias e as prateleiras esvaziaram em minutos. “No mesmo dia da confirmação dos quatro casos de coronavírus em Araguari, várias pessoas compraram máscaras e o álcool em gel de bolsa que é de 30ml ou de 440g para ser usado em suas residências. O nosso novo estoque que deveria durar quase um mês está acabando, ” contou Cristina Costa da Silva, vendedora de uma farmácia situada no bairro Goiás.

Os consumidores também estão recorrendo ao álcool 70% líquido, que ainda está sendo encontrado principalmente em supermercados da cidade.  Em outra unidade na região central, o proprietário Márcio Clay Alves afirmou que não há mais álcool em gel para ser vendido em sua farmácia e não há previsão de que o produto volte ao seu estoque, pois, as indústrias não estão conseguindo atender à demanda de pedidos das distribuidoras. “Fiz um pedido de 500 unidades de álcool em gel e estou aguardando na fila de faturamento. As distribuidoras também estão sem estoque e quando chega o produto não dura mais de cinco minutos para ser vendido,” afirmou.

Outra questão que chama a atenção é quanto ao preço destes produtos, uma vez que a própria indústria aumentou os valores que são repassados às distribuidoras. “Infelizmente o acréscimo será pago pelo cliente que é o consumidor final e as farmácias levam a culpa. Em relação a um mês atrás, verificamos que os preços destes produtos praticamente dobraram,” ressaltou.

Além da utilização do álcool em gel, o Ministério da Saúde também recomenda lavar as mãos com frequência usando água e sabão, especialmente depois de usar o banheiro, antes de comer e depois de assoar o nariz, tossir ou espirrar. Essa lavagem das mãos deve durar pelo menos 20 segundos e o sabão deve cobrir as palmas e as costas das mãos e entre os dedos, incluindo o polegar.

Os especialistas esclarecem ainda que, para limpar locais frequentados por várias pessoas, os desinfetantes comuns, ou até mesmo a água com sabão ou detergente, bastam. Produtos com cloro e mesmo o álcool usado para limpeza, com porcentagem menor, também são efetivos. Quanto à utilização de equipamento de proteção, o Ministério da Saúde orienta que seja feita apenas por pessoas doentes, nos casos confirmados de coronavírus, contatos domiciliares e profissionais de Saúde. Para áreas com transmissão local da doença, é recomendado que idosos e doentes crônicos evitem contato social como idas ao cinema, shoppings, viagens e locais com aglomeração de pessoas, além de evitar, suspender ou adiar viagens para locais com casos de COVID-19.

 

Nenhum comentário

Deixe seu comentário: