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Ações de prevenção são destacadas pelo Comitê de Enfrentamento à Dengue, Zika, Chikungunya e Febre Amarela

sáb, 1 de setembro de 2018 05:42

por Mel Soares

Na manhã dessa sexta-feira, 31, a secretaria de Saúde por meio do departamento de Zoonoses e Vigilância em saúde promoveu mais uma reunião do Comitê de Enfrentamento à Dengue, Zika, Chikungunya e Febre Amarela.

Apesar de o informe epidemiológico demonstrar queda no número de casos positivos para doenças causadas pelo mosquito Aedes aegypti, a coordenadora de Vigilância em Saúde, Fernanda Abadia Vieira Felix, destaca que as ações preventivas devem ser priorizadas.

Informações importantes foram repassadas aos participantes da reunião

Informações importantes foram repassadas aos participantes da reunião

 

“Temos que informar a comunidade, mesmo porque, apesar da redução ainda está havendo casos de Dengue. Nesta época não é comum encontrarmos registros, mas pode-se observar que o mosquito está se adaptando e, portanto, é necessário redobrar os cuidados. Antes, o mosquito se reproduzia em água limpa e hoje sabemos que ele também se reproduz em água suja. Ele se adaptou; então precisamos nos adaptar na frente dele e sempre manter o objetivo, que é de orientar a comunidade a ter medidas preventivas.”

Participaram da reunião representantes de unidades de saúde; associações de bairros e agentes de combate a endemias. “Os agentes são muito importantes no comitê, pois eles darão apoio às ações que queremos implementar como a educação em saúde voltada a comunidade.”

O comitê conta, ainda, com o apoio de órgãos como a 3ª Companhia do Corpo de Bombeiros, 53° Batalhão de Polícia Militar e 2° Batalhão Ferroviário. “Estamos organizando estratégias para o ano inteiro e não só para o período que ocorre mais casos de dengue até para evitar que haja epidemias e até mortes que podem acontecer quando a doença afeta idosos e crianças que são mais susceptíveis e correm este ricos.”

No início do mês de agosto foi concluído mais um Levantamento do Índice Rápido para Aedes aegypti (LIRAa), que tem como intuito obter de maneira rápida o diagnóstico do município com relação a infestação e os tipos de criadouros. O trabalho foi promovido em 2.586 imóveis de 40 localidades que foram divididas em seis grupos/estratos.

Segundo o coordenador do departamento de Zoonoses, Vicente de Paula Marques de Oliveira, foi detectada a diminuição do índice larvário. “De 5,4 em janeiro para 0,9 em agosto. Sendo assim, está sendo mantido o controle da doença em níveis baixos”, avaliou.

Conforme alerta, hábitos simples evitam a proliferação do Aedes aegypti. “O controle do vetor é possível através da conscientização da população sobre os riscos. Geralmente são itens de fácil remoção, dentre eles, em pratos de plantas e vasilhames espalhados pelos quintais”. O LIRAa permite direcionar ações de controle para as áreas apontadas como críticas. A maior parte dos depósitos (criadouros) positivos para Aedes aegypti foi encontrada em depósitos fixos como calhas, lajes, ralos e sanitários em desuso. A ação indicada é o conserto, vedação dos sanitários e ralos em desuso e a limpeza com frequência.

 

 

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