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Alunos não são deixados do lado de fora das escolas, afirma secretaria de Educação

sex, 14 de fevereiro de 2020 05:41

Da Redação

Pais de alunos e profissionais que atuam no transporte escolar têm enfrentado um novo impasse no que se refere ao início do ano letivo de 2020: o horário de saída dos estudantes nas escolas municipais. Segundo verificou a reportagem, as crianças têm saído das unidades por volta das 11h25 no período matutino e 17h25 no vespertino e precisam aguardar do lado de fora do estabelecimento.

Secretaria recomenda que alunos fiquem na área interna das escolas e não expostos do lado de fora das dependências do estabelecimento

Secretaria recomenda que alunos fiquem na área interna das escolas e não expostos do lado de fora das dependências do estabelecimento

 

Na tarde da última quarta-feira, 12, o assunto foi amplamente discutido nas redes sociais, após a postagem de uma foto questionando a situação, ao verificar que várias crianças estavam ao lado de fora do Centro Educacional Municipal Mário da Silva Pereira. “Fecharam os portões da escola e colocaram os alunos para esperar do lado de fora. As crianças saíram as 17h25 e eram 17h30. Os funcionários deveriam deixar que ficassem dentro da escola para esperar as vans e não na rua,” disse Priscilla Nascimento.

Os motoristas, por sua vez, ressaltam que não há possibilidade de todas as vans estarem nas escolas ao mesmo tempo para cumprir o referido horário. “Tanto os pais quanto os profissionais que precisam buscar crianças em escolas diferentes não conseguem estar nos locais ao mesmo tempo. Sem falar no perigo de acidente com essas crianças ou se alguém pegar uma que não seja a sua. Os motoristas entraram em contato com as escolas e perguntaram se podem buscar mais cedo para evitar que elas aguardem sozinhas,” ressaltou Marcos Resende que atua com transporte escolar.

Diante das reclamações, a reportagem entrou em contato com a secretária de Educação, Cristiane Nery Pereira. Segundo explicou, devido ao cumprimento da lei do piso salarial, a carga horária do professor e do aluno sofreu mudanças. “Diante disso, enriquecemos nosso currículo com aulas especializadas de artes, informática e literatura aumentando 10 minutos da carga horária, assim ao invés de a aula terminar 11h15 os alunos saem 11h25 e assim, também acontece no período vespertino.  Na referida data aconteceram atrasos, mas nos reunimos com os diretores das escolas e solicitei atenção quanto à organização e logística para liberação dos alunos. É importante ressaltar que não foi determinado pela secretaria que os alunos ficassem aguardando do lado de fora da escola, uma vez que a instrução é para que eles estejam sempre acompanhados por um funcionário e dentro da escola até a chegada dos pais ou do respectivo transporte.”

A secretária ressaltou ainda que esteve em contato com os motoristas e, caso necessário, autorizou a saída de alunos minutos mais cedo, a fim de evitar tumultos ou demais transtornos relacionados a estes atrasos. Uma nova Orientação Circular será encaminhada às escolas determinando aos servidores que mantenham os alunos na área interna das escolas. Sobre os transtornos ocasionados também, pela falta de transporte escolar que tem sido acompanhado pela reportagem durante toda a semana, Cristiane Nery afirmou que a administração municipal irá publicar as datas para credenciamento de empresas interessadas em administrar o serviço na cidade.

“Vamos interromper as aulas da zona rural a partir do dia 17, com uma previsão de retorno para o dia 9 de março. Essa decisão foi tomada pela secretaria de Educação e a prefeitura, com o conhecimento e aprovação do Conselho Municipal de Educação. Também buscamos orientação junto ao Ministério Público durante reunião na última quinta-feira, 13.”

A empresa TransDutra Transporte & Turismo Ltda-ME, por sua vez também emitiu uma nota esclarecendo que na última segunda-feira, 10, recebeu a informação, através da secretaria de Educação, de que as vans não estavam circulando e ao certificar a situação, foi informada que os “vanzeiros” contratados alegaram que não iriam trabalhar sem receber. Diante disso, informou que exerce suas atividades dentro do cronograma financeiro estipulado pela prefeitura, que está dentro do prazo de pagamento e possui advogados acompanhando a situação.

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