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Condenado pela morte de policial em Araguari é capturado em Goiás

ter, 2 de abril de 2019 05:29

Da Redação

Policiais do 6º CRPM de Goiatuba, em Goiás, prenderam Tarcísio Paulo Silva, o “Mineirinho”, em parceria com o Serviço de Inteligência do 53° Batalhão de Polícia Militar de Araguari e a base do COD de Corumbaíba.

Após informações de que um foragido da Comarca de Araguari estaria se escondendo há aproximadamente dez anos em Goiatuba, a equipe do Grupo de Patrulhamento Tático da PM local logrou êxito em capturar Tarcísio na rua São Paulo, esquina com rua Mamoré, região central daquele município goiano, cumprindo o mandado de prisão, com validade até o dia 2 de dezembro de 2038.

Tarcísio estava foragido há 10 anos, segundo a polícia  ** PMGO

Tarcísio estava foragido há 10 anos, segundo a polícia
** PMGO

O homem foi entregue na Agência Prisional de Goiatuba, onde aguardará ser transferido para o Presídio de Araguari, para o cumprimento da pena de 20 anos pelo crime de latrocínio que vitimou o policial militar Anderson José Fagundes, 31 anos, na porta de um supermercado na rua Padre Nicácio, bairro Amorim, no dia 28 de abril de 2008. A vítima foi atingida por três disparos de arma de fogo na frente do filho menor de 8 anos, que o aguardava no carro.

Na ocasião, Tarcísio e o comparsa Fabricio Dias da Silva, ambos do bairro Novo Horizonte, utilizaram uma motocicleta roubada e levaram a quantia de R$ 1.500,00 em dinheiro após matarem o policial. A prisão dele mobilizou a PM de Araguari e de Uberlândia.

Fabricio, que atirou no soldado Fagundes, foi morto com vários tiros no ano seguinte na porta de um comércio na mesma rua, três semanas após sair da prisão.

Fabrício e Tarcísio foram condenados por latrocínio (roubo seguido de morte) a 22 e 20 anos de reclusão, respectivamente, porém os advogados apelaram ao Tribunal de Justiça de Minas Gerais, alegando nulidade do processo em face da falta de intimação da defesa para o interrogatório dos acusados e demais atos seguintes.

O relator da apelação acolheu o pedido dos defensores, anulando o processo a partir do interrogatório dos acusados e teve seu voto acompanhado pelos demais membros da Terceira Câmara Criminal do Tribunal de Justiça de Minas Gerais. Em ato contínuo, determinou a soltura imediata dos réus. Fabrício foi assassinado e Tarcísio desapareceu.

 

2 Comentários

  1. Anônimo disse:

    Eu não consigo entender essas leis brasileiras. Fazem tudo para colocar o criminoso na rua pra depois terem que ficar procurando. A culpa é dessa fragilidade destas leis feitas por esses políticos que são protegidos por seguranças e não precisam se expor ao perigo.

  2. Samuel disse:

    Por favor alguém matem esse Tarcísio

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