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Fevereiro Roxo: evento discute o cotidiano de pacientes com Alzheimer

qua, 27 de fevereiro de 2019 05:49

por Carolina Rodrigues

Neurologista Luciano Mazão esclarece dúvidas acerca da doença

A campanha muda de cor no segundo mês do ano: Fevereiro Roxo. O período é dedicado à conscientização do Mal de Alzheimer, Fibromialgia e Lúpus; doenças totalmente distintas, com um fator em comum: não possuem cura, apenas tratamento.

No início da noite de hoje, dia 27, a secretaria de Saúde promove uma roda de conversa com o neurologista Luciano Mazão, a fim de discutir especificamente sobre o Alzheimer, um dos tipos de demência. A reportagem do Gazeta do Triângulo conversou antes com o médico, que esclareceu algumas dúvidas sobre a doença.

O neurologista afirma que “o Alzheimer é a mais comum das demências. Começa com esquecimento e vai progredindo; o paciente vai perdendo a função cognitiva ao longo dos anos, até chegar à ausência de memória”. Ele aponta que a doença afeta 35 milhões de pessoas no mundo. No Brasil, cerca de um milhão de pessoas tem o diagnóstico, atingindo 6% da população acima de 65 anos e 15% acima de 80 anos de idade.

“A população está envelhecendo mais. Antes, a expectativa de vida era baixa. Então, o boom do Alzheimer é devido ao aumento da expectativa de vida. A maior parte dos casos acontece com pessoas acima de 65 anos”, destaca. Mas, é cientificamente comprovado que alguns hábitos de vida podem retardar e “prevenir” a doença, entre eles alimentação saudável e atividade física.

Em recente artigo, produzido para o Gazeta do Triângulo, o neurologista aponta uma pesquisa, liderada por professores brasileiros, que revela um hormônio chamado de irisina, que “pode ser a chave para entender os benefícios do exercício físico na Doença de Alzheimer”. O estudo mostra que o hormônio pode ser produzido em resposta às atividades físicas e tem efeito direto no cérebro, “ao promover mecanismos que protegem as sinapses e favorecem a manutenção das memórias”.

No entanto, para aqueles que contraíram a doença, ainda não há perspectivas de cura, apenas tratamento medicamentoso voltado a proporcionar melhor qualidade de vida, tanto para o paciente quanto para a família. Atualmente, o médico Luciano Mazão estima que entre 20% e 30% dos atendimentos realizado em seu consultório sejam de pacientes diagnosticados com a doença. Até o fechamento desta edição, não foi possível confirmar quantas pessoas fazem tratamento por meio do Sistema Único de Saúde (SUS).

O Dia Mundial da Doença de Alzheimer foi instituído pela Associação Internacional do Alzheimer em 21 de setembro. E a campanha Fevereiro Roxo vem para complementar, com foco na conscientização e auxílio àqueles que convivem diariamente com pacientes. “A família tem muita dificuldade de lidar com a doença. Então, a campanha acaba sendo mais voltada para os familiares, de forma a conscientizar para melhor assistência ao paciente”, ressalta o médico.

Desta forma, é importante estabelecer o diálogo e a informação para auxiliar nas diferentes manifestações da doença; este é o intuito do evento de hoje. A partir das 18 horas, o neurologista estará na Casa da Cultura “Abdala Mameri”, a fim de proporcionar mais informações; possíveis formas de prevenção, sintomas, tratamento e convívio com a doença. É um evento gratuito, voltado para profissionais da saúde, familiares de pacientes, estudantes de medicina e comunidade em geral.

Serviço

  • Fevereiro Roxo – Bate-papo sobre Alzheimer
  • Local: Casa da Cultura “Abdala Mameri”
  • Endereço: rua Coronel José Ferreira Alves, 1098
  • Data: 27 de fevereiro
  • Horário: 18 horas
  • Entrada franca

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