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Jiboia de 2,20 metros é capturada no bairro Bosque

qua, 14 de novembro de 2018 05:43

Da Redação

Animal foi localizado em uma plantação de hortaliças

Os militares da 3ª Companhia do Corpo de Bombeiros realizaram, nessa terça-feira, 13, a captura de uma jiboia de 2,20 metros no bairro Bosque. O animal foi encontrado em uma plantação de hortaliças, localizada entre a zona urbana e rural.

De acordo com o tenente Ésio Oliveira Ribeiro, os militares foram acionados por volta das 12h30. “Os responsáveis pela plantação de hortaliças também criam galinhas no local e, há alguns dias, perceberam que algumas estavam sumindo. Nessa terça-feira o animal foi encontrado nas hortaliças e fomos acionados para a captura”.

Militares soltaram o animal em uma área de preservação permanente

Militares soltaram o animal em uma área de preservação permanente

 

O tenente afirma que o animal capturado trata-se de uma jiboia fêmea, de 2,20 metros, e bastante saudável. “Essa foi uma captura atípica, pois, geralmente, as jiboias que deixam sua zona de domínio possuem até 1,5 metro e pesam aproximadamente 1 kg. Essa jiboia possuía 2,20 metros e pesava mais de 8 kg. Como estava em perfeitas condições de saúde, ela foi solta em uma área de preservação permanente próxima ao posto da Polícia Rodoviária Estadual, na rodovia MG-223”.

Segundo o tenente, serpentes não peçonhentas são encontradas durante todo o ano na região. ”Em nossa região, devido à escassez de alimentos, esses animais, que não são peçonhentos, costumam adentrar as residências em busca de ratos e outros animais pequenos. Os animais peçonhentos geralmente migram para a cidade em épocas de queimadas, em busca de esconderijo”.

A orientação aos moradores, em situações de aparecimento desses animais, é não tentar realizar a captura. “Quando um animal como esses for encontrado, a população não deve tentar capturar, pois, mesmo que não sejam peçonhentos, eles possuem uma mordida muito doída. Além disso, eles se alimentam de outros animais, até mesmo mortos, então, possuem uma procriação bactericida grande na boca, que pode passar para a vítima”.

O morador deve tentar manter o animal no local em que foi encontrado e acionar o Corpo de Bombeiros, pelo número 193, ou a Polícia Militar de Meio Ambiente, pelos números (34) 3241-5090 e 3241-5513. “Esse é um trabalho compartilhado entre o Corpo de Bombeiros e a Polícia de Meio Ambiente. Quando o animal não possui peçonha e não tem ferimentos, nós soltamos em seu habitat natural; caso ele possua peçonha ou esteja ferido, encaminhamos para a Polícia de Meio Ambiente”.

O tenente ressalta que matar esse tipo de animal é crime. “Nós pedimos para que a população não mate esses animais; se mantenham afastados; não atirem pedras ou outros objetos; e acionem de imediato o Corpo de Bombeiros”.

Caso o morador seja picado pelo animal, é necessário que mantenha a calma. “A orientação é para que a vítima fique calma, pois, se ficar agitada, seu coração irá bater mais rápido e o veneno irá se espalhar de forma mais rápida pelo corpo. Além disso, a vítima deve se movimentar o mínimo possível mantendo o membro picado mais baixo do que o resto do corpo. Não é indicado o uso de torniquetes ou mesmo a sangria. Para crianças, as recomendações são as mesmas”.

Se a vítima possuir uma forma de condução, ela pode se dirigir ao hospital mais próximo, ou acionar o Corpo de Bombeiros/SAMU e aguardar o resgate. “Em situações de picada, por questões de segurança, a vítima pode matar o animal. Nesses casos não é considerado crime, mas é importante saber a espécie para que o paciente receba a sorologia correta, caso contrário, o tratamento será realizado com a sorologia universal. Porém, mesmo que não seja possível encontrar o animal, o atendimento é prioridade”.

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