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Processo licitatório para empresa de transporte escolar deve ser publicado em breve

sex, 28 de setembro de 2018 05:05

Da Redação

No final de junho, a reportagem do Gazeta do Triângulo noticiou a paralisação dos motoristas do transporte escolar municipal, que, na ocasião, estavam sob a responsabilidade da empresa Reis & França Transportes e Turismo Ltda. Relembrando o fato, os profissionais reivindicavam o realinhamento no preço pago pelo quilômetro rodado.

Transporte escolar municipal está funcionando normalmente desde o começo do segundo semestre letivo  **Arquivo

Transporte escolar municipal está funcionando normalmente desde o começo do segundo semestre letivo
**Arquivo

 

Na época, o valor pago aos motoristas por quilômetro era de R$ 1,57, e o pedido era que esse valor chegasse, pelo menos, a R$ 2,20. Uma das principais reclamações envolvia o desgaste dos veículos que transportavam alunos para a zona rural, visto que o valor pago não cobria tal manutenção.

A empresa prestaria serviços ao município até fevereiro de 2019, após a assinatura de dois contratos, totalizando dez lotes. Mas, com a greve dos motoristas, o transporte foi interrompido, o que gerou violação contratual. Cerca de mil alunos, sobretudo os da zona rural, foram afetados pela situação.

Após apuração dos fatos e várias reuniões, ficou estabelecida a rescisão unilateral com a empresa, quando nove lotes foram rescindidos e um permaneceu sob a responsabilidade da prestadora de serviços. Na ocasião, o secretário de Educação, José Carlos Macedo Oliveira, reiterou que, como a empresa foi a primeira ganhadora do lote 10, tendo sido feita a solicitação de que ela assumisse as demais nove, “achamos por bem mantê-la no contrato desse único lote”.

Uma empresa foi contratada em caráter emergencial para ocupar os outros lotes. Desta forma, os motoristas voltaram normalmente para atuar no segundo semestre.

Na tarde de ontem, dia 27, a reportagem entrou em contato novamente com o secretário de Educação, a fim de saber informações a respeito da atual situação e se, de fato, o problema foi resolvido. Em entrevista, José Carlos Oliveira afirmou que, até o final do ano, o transporte permanece sendo feito pela empresa contratada emergencialmente; além do lote que continua com a Reis & França.

Será feito um novo processo licitatório para o período letivo do ano que vem. “A documentação por parte da secretaria de Educação está pronta e foi enviada para os departamentos de Licitação e Controladoria. Estamos correndo com isso para que o processo licitatório saia em outubro ou novembro. Tenho cobrado esse pleito praticamente todos os dias”.

Nessa licitação deve ser estipulado novo valor contratual, a fim de possibilitar que os motoristas trabalhem em condições de fazer as manutenções nos veículos, além de evitar que situações como esta aconteçam novamente. “Nós esperamos que os preços sejam satisfatórios aos prestadores de serviço, mas também queremos atender a expectativa dos ‘vanzeiros’. Nosso desejo é que tenham o necessário para manter os veículos, com excelente manutenção para evitar perigo aos nossos educandos e professores. Além disso, que consigam ter uma margem de lucro para fazer a troca de veículo”, finaliza.

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