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Primeiro caso de Dengue em Araguari foi registrado há quase 30 anos

sex, 31 de agosto de 2018 05:35

Da Redação

Informe epidemiológico mostra o cronograma de evolução da doença e destaca as ações de prevenção

No Correio Oficial dessa quinta-feira, 30, foi publicado o informe epidemiológico sobre a Dengue, elaborado pela titular da Saúde, secretária Iara Cristina Borges em conjunto com as coordenadoras da Atenção Primária, Epidemiologia e Vigilância em Saúde: Marislene Pulsena da Cunha Nunes, Maria Lúcia Hirono e Fernanda Abadia Vieira Feliz, respectivamente.

Fumacê é encaminhado nas regiões onde há suspeitas de casos de Dengue

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No informe epidemiológico foram mostrados casos de dengue no município, entre os anos de 1989 até 2018. Foi identificado através do Sistema de Informações de Notificação de Agravos (SINAN) que o registro do primeiro caso de Dengue em Araguari ocorreu em outubro de 1989 e o segundo, em novembro do ano 2000. Nos anos de 2001 a 2006 não houve registros de Dengue. “É importante citar que não se ignora o fato de que se trata de um sistema que apresenta alguns problemas devido a subnotificações, decorrentes da existência de uma parcela da população que promove a automedicação quando acometida pelos sintomas característicos da dengue, buscando orientação médica somente nos casos mais graves da doença”, destaca-se no informe.

Em 2007 foram apresentados 25 casos de Dengue, registrados entre janeiro e março, bem como nos meses de junho, novembro e dezembro. Conforme dados revelados, o mês de março foi o que apresentou maior incidência de casos, somando 10 registros.

No ano seguinte, 2008, houve aumento resultando em total de 142 casos. Em 2009, casos da doença foram registrados em todos os meses, sendo que novembro e dezembro apresentaram as maiores incidências. No ano posterior, 2010, houve a incidência de dengue em 11 dos 12 meses do ano, com exceção apenas para setembro.

Por meio do Correio Oficial, destaca-se o ciclo da doença, que tem dinâmica própria reiniciando em novembro do ano de 2009 e continuando durante os primeiros meses do ano seguinte. “No ano em estudo, o mês com maior incidência foi janeiro, registrando 250 casos. No período analisado foi o ano em que houve a maior incidência durante o mês de janeiro. Ainda no ano de 2010, se obteve mais casos de dengue, totalizando 625 ocorrências laboratorialmente confirmadas”, explica o informe.

Em 2011 houve redução do número de casos, em comparação com os dois anos anteriores. Novamente se repetiu a situação de registrar casos em quase todos os meses do ano. Foram nos três primeiros meses, janeiro, fevereiro e março que se registrou as maiores incidências no período.

No ano de 2012 não houve registros de dengue na cidade de janeiro a junho, mas de julho a dezembro foram anotados 12 casos de pessoas com dengue. Os maiores índices foram encontrados no centro e nos bairros Rosário, Aeroporto e Industrial. “Acredita-se que o aumento foi por descuido da população”, destaca.

Em 2013 foram confirmados 258 casos e em 2014, 160. “Uma grande diferença em relação ao ano de 2013. Em 2015, foram registrados 188 caos”.

Em 2016, as notificações de dengue aumentaram, sendo registrados 221 casos de janeiro a março, totalizando 523 casos no ano de 2016. Em 2017, os índices diminuíram bastante, sendo registrados 57 casos de dengue na cidade.

Conforme dados do boletim epidemiológico divulgado em junho de 2018, são 35 casos prováveis até o momento, com maior incidência entre os meses de maio e junho, 16 e 7 casos respectivamente. As informações foram confirmadas pelo coordenador do departamento de Zoonoses do município, Vicente de Paula Marques de Oliveira.

Segundo informou, no primeiro semestre deste ano, os números dobraram em relação ao mesmo período de 2017, em que foram contabilizadas 13 ocorrências. Apesar do aumento repentino no mês de maio, Vicente Oliveira afirma que a tendência é que haja diminuição até o retorno da volta das chuvas, inclusive quanto ao índice larvário. Por isso, ele reforça a importância de as pessoas promoverem ações preventivas. “Tem que cuidar agora porque o período chuvoso é ainda mais complicado”.

Ações de prevenção

A secretaria de Saúde através da Vigilância Epidemiológica em parceria com o Programa de Saúde na Escola (PSE) desenvolve atividades junto à população e as escolas no combate ao aedes aegypti, mosquito transmissor de três doenças: Dengue, Chikungunya e Zika, realizando palestras, caminhadas, trabalhos manuais e lúdicos com educandos e educadores.

Os trabalhos das equipes de endemias e o programa de saúde incluem palestras educativas, caminhadas, distribuição de panfletos com orientações de combate ao mosquito, mutirões de limpeza em escolas e residências.

 

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