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PCMG indicia cinco pessoas pelo homicídio que vitimou o barbeiro Gabriel Galvão

qua, 17 de junho de 2026 08:00

Da Redação

Legenda: Crime ocorreu no dia 4 de junho, causando grande repercussão entre a população.

A Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) concluiu o inquérito que investigava a morte do jovem Gabriel Oliveira Mourão, de 24 anos, ocorrida no dia 4 de junho de 2026, em uma barbearia localizada no município de Araguari.

 

As investigações foram conduzidas pela Delegacia de Homicídios da 4ª Delegacia Regional de Polícia Civil (DRPC) e resultaram no indiciamento de cinco pessoas pelos crimes de homicídio qualificado, organização criminosa ultraviolenta e receptação.

 

De acordo com a apuração policial, a vítima foi surpreendida dentro do estabelecimento onde trabalhava, um imóvel localizado na Avenida Mato Grosso, sendo alvejada por disparos de arma de fogo. Três disparos atingiram Gabriel no rosto, na perna e no abdômen. O crime causou grande repercussão na cidade devido à violência da ação e ao local onde ocorreu, um ambiente de circulação frequente de clientes e trabalhadores.

 

Após efetuar os disparos, o autor fugiu em um veículo utilizado na execução do crime. Posteriormente, o automóvel foi encontrado incendiado, numa tentativa de eliminar provas e dificultar o trabalho investigativo das forças de segurança.

 

Ainda no mesmo dia do homicídio, equipes do 53º Batalhão de Polícia Militar realizaram diligências e levantamentos que levaram à identificação e prisão de quatro suspeitos de envolvimento no caso. Foram detidos dois homens, de 20 e 22 anos, e duas mulheres, de 20 e 21 anos.

 

Os suspeitos foram encaminhados à delegacia para os procedimentos legais e permaneceram à disposição da Justiça. “A rápida resposta das forças de segurança foi considerada fundamental para o avanço das investigações e para a identificação dos demais envolvidos”, destacou o delegado de Homicídios, Felipe Oliveira Monteiro.

 

No decorrer dos trabalhos conduzidos pela Delegacia de Homicídios, os investigadores reuniram elementos técnicos, testemunhais e periciais que permitiram aprofundar a apuração do caso. Com o avanço das diligências, um quinto suspeito foi identificado como participante da ação criminosa. “Diante das evidências reunidas pela Polícia Civil, a Justiça decretou a prisão preventiva do investigado, ampliando para cinco o número de envolvidos formalmente responsabilizados no inquérito. Segundo a Polícia Civil, a análise do conjunto probatório permitiu esclarecer a dinâmica dos fatos, a participação individual dos investigados e a atuação coordenada do grupo criminoso”, ressalta o inquérito policial.

 

CRIMES E PENAS

 

Ao término do inquérito, os cinco investigados foram indiciados pelos crimes de homicídio qualificado, organização criminosa ultraviolenta e receptação. A qualificadora atribuída ao homicídio poderá agravar significativamente a punição dos envolvidos, uma vez que a legislação brasileira prevê penas mais severas para crimes praticados em circunstâncias consideradas de maior gravidade.

 

Somadas, as penas máximas previstas para os delitos podem chegar a 84 anos de prisão, conforme apontado pela Polícia Civil. Com a conclusão do inquérito policial, o procedimento foi encaminhado ao Ministério Público, órgão responsável por analisar as provas produzidas durante a investigação e decidir pelo oferecimento ou não da denúncia à Justiça.

 

Caso a denúncia seja aceita pelo Poder Judiciário, os investigados passarão à condição de réus e responderão ao processo criminal pelos fatos apurados. A Polícia Civil destacou que a conclusão do inquérito representa o encerramento da fase investigativa, resultado de um trabalho integrado entre as forças de segurança e baseado na coleta de provas, depoimentos e elementos periciais que permitiram identificar os responsáveis pelo homicídio ocorrido em Araguari.

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