García Marques, a alma sul americana na literatura
qua, 23 de abril de 2014 00:14
O escritor colombiano Gabriel García Márquez, falecido nesta quinta-feira, foi o mais conhecido e lido autor do realismo mágico latino-americano, a corrente que no século 20 sacudiu a literatura em espanhol. Nascido em 6 de março de 1927 no povoado de Aracataca, na zona do Caribe da Colômbia, foi criado com seus avós maternos Nicolás Márquez, um veterano da Guerra dos Mil Dias, e Tranquilina Iguarán, que o encheu de histórias fantásticas.
Gabo, como era carinhosamente chamado pelos leitores e amigos, deixou uma extensa lista de contos e romances, tendo como obra-prima Cem anos de solidão (1967). A trama ambientada na mítica aldeia de Macondo foi escrita em dias extenuantes na Cidade do México, onde sua família acumulava dívidas. Para enviar o original datilografado à Argentina, o escritor precisou penhorar até mesmo seu aquecedor elétrico, revelou seu biógrafo Gerald Martin.
Mas a recompensa chegou em 1972, quando recebeu pela obra o Prêmio Latino-Americano de Romance Rómulo Gallegos. Em 1982, foi agraciado com o Prêmio Nobel de Literatura e é lembrado por ter ido à cerimônia em Estocolmo vestido de liqui-liqui, o tradicional traje caribenho.
Nos últimos anos, García Márquez esteve afastado da vida pública, devido ao seu estado de saúde. Seu último romance publicado foi Memórias de minhas putas tristes, em 2004. Além de sua riquíssima obra literária, deixou como legado a Fundação do Novo Jornalismo em Cartagena (Colômbia) e a Escola de Cinema de San Antonio de los Baños (Cuba). (Fonte: Diário de Pernambuco)
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Em ritmo de FESTA
A segunda edição do Festival Nacional de Teatro de Araguari deixou a cidade movimentada no final de semana. Ofereceu uma programação diversa, com artistas de outras cidades e apresentações em lugares abertos, contribuindo para consolidar ainda mais a tradição teatral tão marcante em nossa cidade. Pude assistir somente uma delas, a última. O público aplaudiu “Kahlos, um exercício cênico” de pé. Os organizadores do FESTA se saíram muito bem, tiveram uma ótima sacada ao realizar espetáculos em locais variados, alguns abertos, como praças. Mas não se pode deixar de mencionar o quanto é gritante o fato de Araguari não ter um espaço público com estrutura adequada para apresentações do tipo. Alguém precisa ver isso daí.
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Discoteca básica da MPB
Clube da Esquina (1972) – Milton Nascimento e Lô Borges: Um disco com a cara de Minas Gerais, fruto da amizade entre jovens músicos que se reuniam para tocar, cantar e sonhar, tendo como protagonistas Milton Nascimento e Lô Borges, que assinam o disco duplo que também é o nome desse movimento musical. Tamanha foi a inventividade sonora e a poesia atingida pelo Clube da Esquina que alguns o consideram mais importante que a Tropicália. Na capa, dois meninos, um branco e um negro, na beira de uma estrada. Muitos pensam erroneamente que os dois são de fato os cantores quando crianças. Não dá para explicar, é preciso ouvir para entender. Fica difícil escolher apenas algumas para indicar ao leitor, todas são ótimas. Uma delas é “Trem Azul”, aquela da propaganda da Tim.
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