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Ficha Técnica – Prazer, Gabriel Davis!

qui, 10 de abril de 2014 00:20

Abertura Ficha Técnica

“Se a bola soubesse o encanto que tem, não passaria a vida rolando de pé em pé.”
Armando Nogueira
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Jogador de Uberlândia ganha repercussão nacional ao marcar gol antológico. Foto: Marcos Ribeiro

Jogador de Uberlândia ganha repercussão nacional ao marcar gol antológico.
Foto: Marcos Ribeiro

 

Gol. O momento célebre dos gramados. A hora em que a euforia e o silêncio se encontram. O grito, a garra, a força. Para alguns, mera ironia do destino. Para outros, o enredo perfeito de uma paixão correspondida. É desses momentos mágicos que vive o futebol.

Quem certamente compreendeu essa tese foi meia do Uberlândia Esporte Clube, Gabriel Davis dos Santos. Na última semana, o golaço marcado diante do Social ultrapassou o limite do estádio do Parque do Sabiá, ganhando repercussão no cenário nacional.

Especialistas como José Trajano, Mauro Cezar Pereira, Paulo Andrade e Paulo Vinícius Coelho se curvaram ao gol do Verdão, classificando como fantástico. Impressionado, Juca Kfouri chegou a comparar o lance ao protagonizado por Pelé, diante do País de Gales. Em uma enquete promovida pelo programa “Linha de Passe”, da Espn Brasil, a jogada foi eleita a mais bonita do fim de semana, com 71% dos votos.

Aos 24 anos, Gabriel Davis soma passagens por Juventude, Luverdense, Grêmio, Uberaba e o Boa Esporte. Nesta temporada, deixou o Tero Sasana, da Tailândia, para defender as cores do Uberlândia. Após várias lesões no início do ano, o jogador parece seguir a receita de sucesso do técnico Zecão. De fato, o lance do último fim de semana pode ter sido mais um ingrediente da campanha rumo à elite do futebol estadual.
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Seria cômico, se não fosse trágico

Em entrevista coletiva, Pelé gera polêmica ao tratar dos acidentes em estádios. Foto: Divulgação

Em entrevista coletiva, Pelé gera polêmica ao tratar dos acidentes em estádios. Foto: Divulgação

José Afonso de Oliveira Rodrigues, 21 anos. Fábio Luiz Pereira, 42. Ronaldo Oliveira dos Santos, 44. Raimundo Nonato Lima Costa, 49. Marcleudo de Melo Ferreira, 22. José Antônio Nascimento Souza, 50. Antônio José Pita Martins, 55. Fabio Hamilton da Cruz, 23. Todos esses nomes integram a lista de vítimas fatais nas obras dos estádios para a Copa do Mundo.

A menos de dois meses para o torneio, o número de mortes supera quatro vezes o mesmo período de 2010, na África do Sul. Operários, montadores e motoristas que deixam suas residências em busca do pão de cada dia, não retornaram dos seus trabalhos. O afago de pais, filhos e amigos é a antítese de mais uma pérola protagonizada por Pelé.

Essa semana, durante entrevista coletiva, o Rei do Futebol classificou as mortes como “coisas da vida”, atribuindo sua principal preocupação à carência da infraestrutura.

“O que aconteceu foi um acidente, é normal, são coisas da vida, mas a forma como estão administrando o aeroporto e o turista no Brasil é algo que está me preocupando”, explanou. Apesar de inúmeras interpretações, a máxima certamente fere o respeito aos familiares das oito vítimas nas obras faraônicas da Copa. Se enquanto jogador, Pelé utilizava da bola em seus pés como sua principal arma, o microfone nas mãos está longe de ser o maior trunfo de Edson Arantes do Nascimento.
vinheta pj

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