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Duplo homicídio na saída para Caldas: acusados encaram hoje o júri popular

sex, 11 de abril de 2014 00:36

DA REDAÇÃO – Alexandre Ciriaco de Melo e Maria do Carmo de Oliveira Melo são aguardados a partir das 9h desta sexta-feira, no Fórum Doutor Oswaldo Pieruccetti, para a sessão de julgamento pelo Tribunal do Júri, presidido pelo juiz Ewerton Roncoleta.

Eles são acusados pelas mortes de Paulo Germano Veronez de Sousa e Rosiluce de Oliveira. O duplo homicídio ocorreu no dia 12 de setembro de 2010, na rua Pernambuco, nas proximidades do viaduto localizado na saída para Caldas Novas. O casal foi esfaqueado após uma discussão entre familiares sobre uma possível traição de Alexandre com Rosiluce.

Dois dias após os fatos, os suspeitos se apresentaram na 4ª Delegacia Regional de Polícia Civil (DRPC), acompanhados pela filha deles, na época uma menor de 16 anos, e por dois advogados. Alexandre Ciriaco de Melo confessou ter esfaqueado a cunhada e o marido dela, e disse que agiu para defender sua esposa, que estava sendo espancada na sua frente pelas vítimas. Além disso, sua filha havia sido agredida pelo casal momento antes no bairro São Sebastião.

Na época, o investigado contou à Gazeta do Triângulo que ele e a mulher se preparavam para viajar e que estavam em um posto de combustíveis quando receberam uma ligação da filha, relatando que tinha sido agredida por Paulo Germano e Rosiluce.

Diante do ocorrido, o casal retornou à sua residência, no bairro São Sebastião, ligou para a PM, apanhou a adolescente e saiu à procura dos parentes, que residiam no bairro de Fátima. Durante o trajeto, houve o encontro entre eles.

Conforme a versão de Alexandre, ele e sua filha ficaram no carro, um Santana, enquanto Maria do Carmo tirava satisfações com Rosiluce. As duas discutiram e Paulo Germano agrediu Maria, momento em que Alexandre desceu do seu veículo com a faca e golpeou as vítimas.

O investigado afirmou ainda que evadiu no Santana, deixando a mulher e a filha. Mais tarde, se encontrou com Maria do Carmo e fugiu para a zona rural do município, enquanto a menor foi acolhida na residência de conhecidos do casal.

“Queríamos apenas conversar sobre o que havia ocorrido, mas eles partiram para a agressão. Não suportei ver minha esposa apanhando e sai em defesa dela”, afirmou Alexandre.

Diante da gravidade do ferimento, Rosiluce teve morte instantânea. Por sua vez, Paulo Germano faleceu no pronto-socorro. Ele ainda teria sido atropelado. O casal deixou dois filhos, um deles, na época com 15 anos, presenciou os crimes.

Alexandre Ciriaco declarou que realmente houve uma mensagem enviada pela filha através do Orkut, mas negou que tivesse qualquer relacionamento com a irmã de sua esposa.

No júri popular de hoje a defesa fica por conta do advogado Carlos Alberto Santos, enquanto o Ministério Público tem como representante o promotor André Luís Alves de Melo.

DEFESA

Quando os investigados foram apresentados na Delegacia de Polícia, o advogado Cristiano Cardoso Gonçalves observou que a atitude de Alexandre foi simplesmente para salvar sua esposa, que estava sendo espancada brutalmente pelas vítimas e corria risco de morrer.

“Fizemos um requerimento ao delegado para que Maria do Carmo e a filha fossem submetidas a um exame de corpo de delito para comprovar as agressões sofridas por ambas”, frisou Cristiano, que discordou da versão apresentada no Boletim de Ocorrência da Polícia Militar.

“A vítima vinha insistentemente tentando assediar Alexandre, querendo destruir sua família, e a menina, muito insatisfeita com a situação, tomou as dores dos pais e colocou um recado no Orkut de Rosiluce para que não continuasse com essa atitude, o que gerou as agressões sofridas pela adolescente, que ligou para a polícia e seus pais relatando o ocorrido”, destacou o advogado.

OS JURADOS

Devem comparecer ao Tribunal do Júri hoje: Flávia Martins F. da Cunha, Juliana Alessi S. Soncini, Sirlene Cabral L. Cunha, Luciana C. Siqueira, Marinês F. Cunha, Thays Luzia C.N. da Cunha, Sandro Resende, Marta Helena M.R. Felipe, Tiago Martins F. da Cunha, Lucas M. Narciso, Maria Deusdete P. Silva, Regina F. Tormin, Silvia Helena R. Martins, Adriana dos Santos M. Olegário, Elaine Polônio, Cíntia R. Alves, Josimar C. Xavier, Williana S. Almeida, Norma Aparecida F. Campos, Lilian Martins C. Viana, Eliana P. de Melo, Márcio R. Lourenço, Rita C.J. de Deus, Danilo J. Paris, Roseane S. Jorge, Silvânia M. P. Campos, Virgínia C.B. Mordente, Leandro. S. de Araújo, Antônio Marcos, Eliana Monteiro e Alecsandra Carolina V. Lopes.

1 Comentário

  1. antonio disse:

    Eu acredito naquele ditado que diz que quando um não quer, dois não brigam. Essa história tá muito mal contada. Não precisava ter matado o casal, era só ter chamado as autoridades. Esse senhor manifesta um desiquilibrio muito grande para viver em sociedade. As coisas quando não nos agradam não devem ser resolvidas na faca. Espero que seja julgado conforme a lei pelo seu crime.

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