DIREITO E JUSTIÇA – 30 DE JULHO
qui, 30 de julho de 2026 08:00
Coisas Próprias dos Nossos Dias:
À esquerda: Antes (no meu tempo) era assim que as crianças faziam…
À direita: Agora (no tempo de hoje) é assim que elas tratam os pais…
A Honestidade:
– Honestidade é a virtude moral que nos leva a agir com verdade, integridade e justiça, rejeitando a mentira, o roubo e o engano. Ser honesto é manter a harmonia entre o que se pensa, o que se fala e o que se faz no dia a dia. Ser honesto é não tirar vantagem de outras pessoas por meio de fraudes, fragilidades ou omissões. Ser honesto é reconhecer os próprios erros e agir de acordo com os próprios valores morais.
A Honestidade e o seu valor:
– A honestidade fortalece as relações de amizade, de trabalho e de família, evita o estresse e a culpa causada pela desonestidade, ajudando a construir, consolidar e preservar um ambiente social mais seguro e justo para todos. Enfim, a médio e longo prazo a honestidade compensa.
A Honestidade no mundo atual:
– A honestidade é hoje um valor raro, desafiado pela busca por atalhos mais fáceis e pela cultura de aparências enganosas que vigora nas redes sociais, mas continua sendo a base essencial do caráter de uma pessoa, da família e de toda a sociedade. No mundo atual, prevalece a cultura do “esperto”, em que a pressão social para se obter vantagens rápidas e a qualquer custo parecer muitas vezes que ser desonesto compensa mais.
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O caso da geladeira quase nova:
Um sujeito comprou uma geladeira nova e, para livrar-se da velha, colocou-a no passeio em frente de sua casa, pregando nela um enorme aviso: É DE GRAÇA. SE QUISER, PODE LEVAR.
A geladeira ficou três dias inteiros sem receber a menor atenção dos que por ali passavam. Ninguém a quis. O fulano chegou, então, à conclusão, de que ninguém acreditava na oferta. Parecia bom demais para ser verdade.
Pensou, pensou e, após remoer muito, mudou o aviso: GELADEIRA QUASE NOVA POR APENAS R150,00. Não deu outra. No dia seguinte, furtaram a geladeira.
Digo eu: parece-me que furtar, ao invés de ganhar ou de conseguir honestamente alguma coisa, é mais gostoso para pessoas que, certamente, não possuem qualquer caráter. E o que é o pior de tudo: e são muitas!
- S.: Eu escrevi os cartazes…
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A máquina capaz de identificar e pegar ladrões:
Lá pelos lados do Primeiro Mundo, inventaram uma máquina portátil, mas muito sofisticada, capaz de identificar e pegar ladrões. Estrearam-na em Nova York, onde ficou exposta por 3 horas seguidas na Times Square. Nesse período, a máquina identificou e possibilitou a prisão de 300 ladrões.
Foi levada para Londres, onde permaneceu exposta por 2 horas em frente do Big Ben. Foram 200 ladrões identificados e presos. Levaram a máquina para Paris, onde ficou exposta por 1 hora ao lado da Torre Eiffel. Foram identificados e presos 100 ladrões.
Um sucesso! Acharam que seria de bom alvitre trazer a geringonça aqui para o Brasil, a fim de concluir de vez pelo seu perfeito funcionamento e sucesso de comercialização, Afinal, ladrão de todo tipo é o que não falta por aqui. Nisso, nós temos fartura. Fartura e ambiente propício.
Pois, bem! Puseram a máquina na Cidade do Rio de Janeiro, em frente ao Forte de Copacabana. Ficou lá por 15 minutos. Furtaram a máquina…!
Tal qual a Taça Jules Rimet, nunca mais se ouviu falar nem de uma e nem de outra…! Creio que por falta de vontade política.. Ou medo de investigar, de procurar e de achar os responsáveis…! Coisas óbvias…!
- S.: Eu escolhi os locais…
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A “arte” de ser o mais esperto:
Um homem rico estava muito mal. Por isso, pediu papel e caneta e escreveu assim:
– “Deixo meus bens à minha irmã não a meu sobrinho jamais será paga a conta do padeiro nada dou aos pobres”.
Morreu antes de fazer a (devida e necessária) pontuação. A quem deixava ele a fortuna? Eram quatro os concorrentes (herdeiros e interessados):
O SOBRINHO fez a seguinte pontuação:
– “Deixo meus bens à minha irmã? Não! A meu sobrinho. Jamais será paga a conta do padeiro. Nada dou aos pobres.”
A IRMÃ chegou em seguida e pontuou assim o escrito:
– “Deixo meus bens à minha irmã. Não a meu sobrinho. Jamais será paga a conta do padeiro. Nada dou aos pobres.”
O PADEIRO pediu cópia do original e puxou a brasa para sua sardinha:
– “Deixo meus bens à minha irmã? Não! A meu sobrinho? Jamais! Será paga a conta do padeiro. Nada dou aos pobres.”
Os DESCAMISADOS da cidade chegaram em seguida.. Um deles, o mais sabido, fez esta interpretação:
– “Deixo meus bens à minha irmã? Não! A meu sobrinho? Jamais! Será paga a conta do padeiro? Nada! Dou aos pobres!”
Assim é a vida. Nós é que colocamos os pontos. E, isso faz (toda) a diferença.
- S.: Havia “advogado” no lugar de “… o mais espero”. Não concordei…
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Comentário pessoal:
Trouxe-lhes três narrativas que mostram o acerto da sabedoria popular, quando afirma que “a ocasião faz o ladrão”. E parece que faz mesmo! Afinal, nós estamos hoje em um mundo extremamente competitivo (para não dizer outras coisas mais pesadas), em que mais vale ser esperto (idem) e bem de vida do que um indivíduo comum e sem maiores ambições, penando na vida e sendo ainda considerado tolo e ultrapassado.
Neste contexto conflituoso, ser ou não ser honesto irá em muito depender do caráter de cada pessoa, da sua índole e resiliência para com os embates da vida e principalmente da educação que houver recebido em sua casa (lar), dada por seus pais e até mesmo por seus avós, porque dos ensinamentos ministrados e dos exemplos observados é que advirão, em grande parte, as atitudes posteriores boas ou más.
Mais tarde, já imbuída solidamente dos valores morais ancestrais, básicos e imutáveis, a criança e o jovem receberão na escola o complemento educacional teórico e técnico indispensável e capaz de fazer com que se conduzam apta e corretamente no ambiente social, conhecendo e respeitando os seus limites e os dos outros.
Deveria ser assim. Sim, deveria, mas não é o que está ocorrendo aqui em nosso país. Ao menos não existe com a abrangência mínima e necessária ao desenvolvimento por completo de um povo que se planejava vir a ser “o país do futuro”. O problema é que o nosso futuro nunca chega, e o Brasil perde década após década.
Mas, perde para quem? Perde para si mesmo, para a corrupção que grassa solta e generalizada, cantada, decantada e incentivada nos meandros obscuros e sórdidos das sarjetas públicas e do poder, onde vigoram e vicejam leis não escritas, que proclamam a supremacia do desonesto sobre o honesto, do laborioso sobre o preguiçoso, do ateu sobre o religioso, da libertinagem sobre a família, e por aí vai com o resultado que estamos vendo e que nos aproximam cada dia mais de um ponto sem retorno.
Porque não obedecemos mais, como deveríamos, os nosso pais; porque não respeitamos mais, como deveríamos, os nossos professores; porque não cultuamos mais, como deveríamos, o civismo e o patriotismo devidos ao nosso país; porque não acreditamos mais, como deveríamos, que existem coisas além daqui. Eu sei muito bem que está parecendo uma utopia, uma fantasia, um sonho, algo irrealizável entre nós nos dias que correm. E eu concordo. Enfim, tudo como disse um dia o poeta parnasiano Olavo Bilac (Soneto XIII, obra Via Láctea, 1888)):
– “Ora, direis, ouvir estrelas! Certo, perdeste o senso!”
Porém, eu também poderia responder prontamente no mesmo poema:
– “E eu vos direi, no entanto, que, para ouvi-las, muita vez desperto e abro as janelas, pálido de espanto… E conversamos toda a noite, enquanto a Via Láctea, como um pálio aberto, cintila. E, ao vir do sol, saudoso e em pranto, inda as procuro pelo céu aberto.”
Sim, as procuro, mas e daí?
– “Direi agora: Tresloucado amigo! Que conversas com elas? Que sentido tem o que dizem, quando estão contigo?”
Eis o segredo para viver e sobreviver nos dias tresloucados de hoje:
– “E eu vos direi: amai para entende-las! Pois só quem ama pode ter ouvido capaz de ouvir e de entender estrelas.”
Somente o amor, como uma Água Milagrosa de São Geraldo (Coluna DJ de 23.07.2026) será capaz de redimir este mundo dos seus próprios erros, unindo os povos, as nações e os países. Pois, o amor é a coisa mais forte e a que realmente importa.
Araguari – MG, 30 de julho de 2026.
Rogério Fernal .`.
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