Álbum de figurinhas faz parte da paixão do brasileiro pelo futebol
ter, 20 de março de 2018 05:23por Mel Soares
O hábito de colecionar figurinhas de jogadores de futebol é antigo. A prática consegue atrair a atenção de todas as idades independente do gênero. Neste ano de Copa do Mundo o álbum da competição, que acontece na Rússia, foi lançado nesse fim de semana e os interessados em dar continuidade à tradição começaram a buscar pelo produto nas bancas da cidade.

Paixão pelo futebol vai além das competições[
O jornalista Márcio Marques começou a colecionar figurinhas em 1982, quando elas vinham na embalagem de gomas de mascar. Com mais de 40 anos de idade, ele conta que o costume tem a ver com a paixão pelo futebol, mas também pela distração que a atividade oferece. “Enquanto eu estiver vivo vou colecionar. É algo muito prazeroso”, definiu.
Segundo o comerciante Ricardo Campos, na próxima semana devem ser iniciadas as atividades de troca das figurinhas entre os colecionadores. “Por este ano o Brasil não sediar o campeonato a previsão é que o número de vendas seja menor do que na edição anterior”, opinou.
André Luiz Rodrigues de Oliveira, que também é comerciante da área, está mais otimista quanto à procura. “Neste ano tem muitos universitários interessados. A expectativa é bastante positiva”, afirmou.
Uma das torcedoras que não abre mão da coleção é Ananda Cristina Nunes de Oliveira. Ela admite que é uma brasileira fanática por futebol. “É uma maneira bastante divertida de conhecer os jogadores de cada time”, acrescentou.
Em entrevista ao Jornal Estado de Minas, Vilson Manfrinati, responsável pela Divisão de Futebol da empresa Panini Brasil,disse que para esta edição as negociações de direitos foram bastante tranquilas, pois grande parte dos jogadores sonhaem fazer parte do álbum da Copa do Mundo.
Uma das notícias que chamou a atenção é o gesto caridoso de um dos jogadores da Seleção brasileira, que não quis ter sua identidade revelada.
Manfrinati informou que o atleta abriu mão do valor que teria para receber e fez uma doação para uma entidade de assistência às crianças. “A gente tem situações particulares com empresários que endurecem mais. Mas sempre tem grande transparência com todos e através dessa conduta nunca tivemos problema de um atleta ficar fora. Às vezes é mais difícil, mas no momento da Copa existe um entendimento muito grande. Primeiro, por estar representando o Brasil, e depois pelo entendimento que o álbum é um produto que dá a largada para o clima da competição. É uma coleção que envolve não só as crianças, mas a família toda”, afirmou Manfrinati ao veículo de comunicação.
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