Ministério da Saúde altera Calendário de Vacinação Infantil
sex, 8 de janeiro de 2016 08:00por Stella Vieira
Pais devem ficar atentos às mudanças de faixa etária
O Ministério da Saúde realizou, no dia 4 de janeiro, alterações no Calendário de Vacinação Infantil. As principais mudanças são referentes à idade de aplicação das doses e a diminuição da quantidade de doses de algumas vacinas.

Dose oral da poliomielite passa a ser injetável
De acordo com Lúcia Hirono, coordenadora do departamento de Epidemiologia da secretaria de Saúde, as principais mudanças são referentes às vacinas aplicadas em crianças entre dois meses e menores de dois anos de idade. “As mudanças são válidas a partir desse mês e foram realizadas pelo Ministério da Saúde, conforme estudos científicos e a situação epidemiológica das doenças. Essas mudanças não causarão prejuízo nenhum às crianças, pois foram feitos diversos estudos comparativos de pessoas que receberam as doses com o mesmo esquema vacinal”.
A vacina contra Poliomielite passa a ser injetável em todas as doses. “Ela deve ser aplicada aos dois meses, quatro meses e seis meses. A mudança é que aos seis meses a dose da vacina era oral e passou a ser injetável”. A coordenadora comenta que a Organização Mundial da Saúde possui um monitoramento nos países, visando à erradicação da pólio universalmente. “Os países receberam a recomendação para eliminação da doença e a vacina injetável possui um componente de vírus inativo, enquanto na vacina oral é utilizado o vírus vivo. Estão sendo feitas análises e as mudanças são implantadas de acordo com as notificações de casos de paralisia flácida aguda”.
Segundo a coordenadora, as vacinas contra meningite e pneumonia também sofreram alterações. “A vacina contra pneumonia, que era de três doses e um reforço, passa para duas doses e um reforço, que devem ser aplicadas aos dois meses, quatro meses e um ano de idade. A dose de reforço da meningite, que era ao um ano e três meses, passa a ser aplicada em crianças com um ano de idade”.
A vacina contra o HPV, que era aplicada em três doses, passa a ser aplicada em duas doses. “A primeira pode ser ministrada entre os nove anos de idade e 13 anos, 11 meses e 29 dias. A segunda dose deve ser aplicada seis meses após a primeira”. Outra mudança é relacionada à vacina contra Hepatite A, que era aplicada em crianças de um ano de idade e passa a ser aplicada em crianças de um ano e três meses.
Lúcia Hirono ressalta que também houve mudanças em relação à vacina contra Hepatite B. “O Ministério da Saúde disponibilizava a vacina até os 49 anos de idade, mas agora, está sendo oferecida independente da faixa etária. A justificativa é que a expectativa e qualidade de vida estão aumentando, então, as pessoas de idade mais avançada que ainda possuam uma vida sexual ativa, ficam expostos a contrair a doença. Como estratégia de proteção, além de orientar o uso do preservativo, o Ministério decidiu oferecer a vacina para todas as faixas etárias”.
A coordenadora acrescenta que é importante que os pais compareçam às unidades de saúde para a vacinação contra o HPV. “Ano passado solicitamos que as mães levassem as filhas para as unidades e percebemos que a adesão não foi muito boa, mas é importante receber essa vacina e os responsáveis por comparecer às unidades de saúde são os pais. A vacina contra o HPV ajuda a prevenir o câncer de colo de útero e, se existe a oportunidade de receber essa vacina quadrivalente, temos que atentar para a importância de prevenir. Essa vacina traz uma tranquilidade durante o desenvolvimento das adolescentes, pois deixa as mesmas protegidas e está disponível em todas as unidades”.
Para receber as vacinas nas Unidades Básicas de Saúde, é necessário comparecer portando o cartão de vacinação. “Toda criança, ao nascer, é vacinada contra Tuberculose e recebe a primeira dose da Hepatite B. Nesse momento, são marcadas as próximas vacinas, que devem ser aplicadas aos dois meses de idade, então, é necessário comparecer portando o cartão”. As unidades de saúde funcionam diariamente das 7h30 às 16h30.
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