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Campanha de coleta de DNA busca ampliar identificação de pessoas desaparecidas em Araguari

qua, 26 de agosto de 2026 08:00

Da Redação

Foto 1: Coleta de material genético de familiares pode ajudar na identificação de pessoas desaparecidas.

Encontrar uma pessoa desaparecida pode depender de uma informação que ainda não chegou. Em muitos casos, o DNA pode ajudar a estabelecer essa ligação e contribuir para a identificação de pessoas que foram encontradas, mas ainda não tiveram a identidade confirmada. Com esse objetivo, começou na segunda-feira (24) a 4ª Semana de Mobilização Nacional de Coleta de DNA de Familiares de Pessoas Desaparecidas, ação que segue até sexta-feira (28) e conta com 334 pontos de coleta preparados em todo o país.

A campanha é promovida pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) e coordenada pela Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp). Somente em 2025, mais de 84 mil pessoas desapareceram no Brasil, segundo dados enviados pelos estados e pelo Distrito Federal ao Sistema Nacional de Informações de Segurança Pública (Sinesp). Em Minas Gerais, de acordo com dados da Polícia Civil, foram registrados 9.123 desaparecimentos no mesmo período.

Após a coleta, o material genético dos familiares é incluído em bancos de perfis genéticos e cruzado com perfis de pessoas encontradas sem identificação. A comparação é realizada por meio de softwares estatísticos que procuram possíveis compatibilidades genéticas. Entre os casos que podem ser identificados estão pessoas encontradas vivas, como alguém que perdeu a memória e está internado sem identificação, e pessoas mortas, como cadáveres e ossadas que ainda não tiveram a identidade determinada.

Segundo a diretora-adjunta do Instituto de Pesquisa de DNA Forense (IPDNA), Marinã do Amaral, o banco funciona de forma cumulativa, ou seja, os perfis cadastrados continuam sendo comparados com novos registros que entram no sistema. “Quanto maior o número de perfis de familiares cadastrados no banco de dados, maior a chance de, quando a gente encontrar uma pessoa não identificada, conseguir fazer esse match”, afirma.

O perfil genético do familiar é utilizado exclusivamente para auxiliar na identificação da pessoa desaparecida. Depois que a identidade é confirmada, os dados são retirados do banco de dados. Quem já participou de campanhas anteriores ou realizou a coleta de DNA em outro momento para fins de identificação de pessoas desaparecidas não precisa repetir o procedimento, pois os dados permanecem armazenados e continuam sendo comparados com novos perfis.

A recomendação é que familiares diretos da pessoa desaparecida façam a coleta. A prioridade é para pai ou mãe biológicos, filhos biológicos da pessoa desaparecida, preferencialmente acompanhados do outro genitor, e irmãos biológicos, filhos do mesmo pai e da mesma mãe. Na ausência desses parentes, outros familiares podem ser avaliados individualmente pelos especialistas.

A presença de determinados familiares pode aumentar a eficácia da comparação genética. No caso dos filhos da pessoa desaparecida, por exemplo, é interessante que estejam acompanhados do outro genitor, o que auxilia no confronto genético. Menores de idade também podem participar, desde que estejam acompanhados e tenham autorização de um responsável legal.

A coleta é simples e realizada com um cotonete ou uma pequena esponja passada na parte interna da bochecha. Em alguns casos, pode ser utilizada uma gota de sangue do dedo. Não é necessário estar em jejum para realizar o procedimento.

Em Araguari, o ponto de coleta está localizado na Praça Dom Almir Marques Ferreira, nº 2, no bairro Rosário. Para realizar a coleta, o familiar deve apresentar documento de identificação e informações do Boletim de Ocorrência referente ao desaparecimento.

Também é importante, quando possível, levar objetos de uso pessoal que tenham contato direto e exclusivo com a pessoa desaparecida, como escova de dentes, escova de cabelo ou roupas. Esses materiais podem auxiliar na identificação genética e devem ser preservados adequadamente até a entrega aos responsáveis pela coleta.

Foto 2: Familiares podem levar objetos de uso pessoal da pessoa desaparecida para auxiliar no processo de identificação.

Divulgação

 

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