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Arboviroses avançam em Minas e Araguari intensifica vacinação e combate ao mosquito

sex, 27 de março de 2026 08:00

Da Redação

Foto 1: Mosquito Aedes aegypti é o principal transmissor da dengue, zika e chikungunya.

As arboviroses — doenças virais transmitidas principalmente por mosquitos como o Aedes aegypti — seguem em alta em Minas Gerais e acendem o alerta das autoridades de saúde. Entre as mais comuns estão a dengue, a zika e a chikungunya, enfermidades típicas de regiões tropicais e frequentemente associadas a falhas de saneamento básico e ao acúmulo de água parada.

Os sintomas variam conforme a doença, mas, em geral, incluem febre, dores no corpo e mal-estar. A principal forma de prevenção continua sendo a eliminação de recipientes que possam servir de criadouro para o mosquito. Em áreas urbanas, dengue e chikungunya exigem atenção redobrada: enquanto a dengue pode evoluir para quadros graves, a chikungunya se destaca pelas dores intensas nas articulações, que podem persistir por meses. Em ambos os casos, a orientação é manter hidratação adequada, buscar acompanhamento médico e evitar a automedicação.

De acordo com atualização do Boletim Epidemiológico divulgada em 16 de março pela Secretaria de Estado de Saúde, Minas Gerais registrou 26.471 casos prováveis de dengue, dos quais 8.144 foram confirmados. O estado contabiliza ainda seis óbitos confirmados e outros 14 em investigação. Em relação à chikungunya, são 4.048 casos prováveis, com 2.306 confirmações e um óbito. Já o vírus zika soma 19 casos prováveis e três confirmados, sem registro de mortes.

Diante desse cenário, a Prefeitura de Araguari informou que as doses da vacina contra a dengue disponibilizadas temporariamente para a faixa etária de 4 a 59 anos foram totalmente utilizadas. A ampliação ocorreu de forma excepcional, seguindo orientação do Ministério da Saúde para evitar o desperdício de imunizantes próximos ao vencimento. Com a alta procura, as doses foram rapidamente esgotadas.

Apesar disso, a vacinação segue normalmente no município para o público prioritário, formado por crianças e adolescentes de 10 a 14 anos, conforme diretrizes do Governo Federal. A Secretaria Municipal de Saúde ressalta que novas ampliações dependerão do envio de novas doses e de orientações oficiais.

Paralelamente à vacinação, o município intensificou as ações de combate ao mosquito transmissor. O fumacê já está circulando por diversos bairros, incluindo Maria Eugênia, Brasília, Goiás, São Sebastião, Independência, São João, Miranda, Amorim, Santa Helena e a região central. Ao todo, serão realizados oito ciclos de aplicação, com o objetivo de reduzir a população do mosquito adulto e, consequentemente, os riscos de transmissão das doenças.

As autoridades alertam, no entanto, que o fumacê é uma medida complementar e não resolve o problema sozinho, já que atua apenas nos mosquitos adultos, sem eliminar ovos e larvas. Por isso, a colaboração da população é fundamental. Durante a passagem do veículo, a orientação é manter portas e janelas abertas para aumentar a eficácia do produto. Também é importante proteger pessoas mais sensíveis, como bebês, idosos e indivíduos com problemas respiratórios, mantendo-os em ambientes fechados, além de retirar animais de estimação dos quintais e proteger água e ração.

Mesmo com as ações intensificadas, especialistas reforçam que a principal forma de combate à dengue continua sendo a prevenção dentro de casa. Evitar água parada, manter caixas d’água fechadas, limpar calhas e ralos regularmente e descartar corretamente objetos que possam acumular água são medidas essenciais para conter o avanço das arboviroses.

Foto 2: Eliminar água parada é a principal forma de prevenir a proliferação do mosquito.

 

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