Megaoperação contra agiotagem e extorsão cumpre mandados em Araguari
sex, 29 de maio de 2026 08:00Da Redação

Legenda: Agiotagem fez mais de 320 vítimas, além de outros delitos.
Uma megaoperação policial contra extorsão e lavagem de dinheiro segue sendo muito repercutida na imprensa e nas redes sociais. A movimentação da polícia cumpriu 131 mandados de busca e apreensão em cidades de Minas Gerais, São Paulo, Rio de Janeiro e Paraná na quarta-feira, 27, e nesta quinta-feira, 28. Ao menos 14 pessoas foram presas durante a ação.
Segundo as investigações, uma organização criminosa formada por colombianos, venezuelanos e brasileiros praticou agiotagem e outros delitos contra mais de 320 vítimas. O grupo distribuía panfletos, anunciava empréstimos nas redes sociais para atrair os interessados e agia com violência na hora de cobrar as dívidas.
A operação foi batizada de “Capital Coativo” e liderada pela Polícia Civil de Minas Gerais. De acordo com a instituição, a quadrilha atuava há mais de cinco anos, emprestando dinheiro com juros diários de até 20%.
Em MG, as prisões ocorreram em municípios da Região Metropolitana de Belo Horizonte, em Uberlândia e Araguari, no Triângulo Mineiro, em Pará de Minas, no Centro-Oeste do estado, e em Juiz de Fora, na Zona da Mata. Além disso, houve mandados em São Paulo (SP), Rio de Janeiro (RJ) e Foz do Iguaçu (PR).
As investigações revelaram que os agiotas emprestavam dinheiro principalmente para comerciantes com ponto fixo, com o objetivo de facilitar a cobrança ilegal. Uma das vítimas pegou R$ 350 e, por causa dos juros abusivos, já estava devendo mais de R$ 25 mil.
“Quando a dívida se tornava insustentável, eles roubavam bens dos comerciantes, invadiam casas e ameaçavam via mensagem de WhatsApp, praticando extorsão… Também tiravam fotos do local de trabalho, da residência, ameaçavam parentes e perseguiam as vítimas por diversos lugares”, explicou o delegado Raphael Souza Boechat.
Conforme a polícia, os criminosos ainda faziam cartazes com as fotos das vítimas e os espalhavam pelo bairro onde elas moravam. Também houve casos em que eles picharam o muro dos devedores com ameaças de morte.
“Eles podem responder por usura pecuniária, que é a agiotagem, popularmente conhecida, além de roubo, extorsão, invasão de domicílio, perseguição, constrangimento ilegal, lesão corporal e posse ou porte de arma de fogo”, completou o delegado.
Durante o cumprimento dos mandados, os policiais apreenderam 25 motos, R$ 150 mil em espécie, cédulas de outros países, celulares e computadores, além de uma faca, uma espada e uma arma. As investigações foram conduzidas pela 6.ª Delegacia de Polícia Civil de Contagem, na Grande BH. Cerca de 340 policiais participaram da megaoperação.
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