VIRA-LATA – 12 DE FEVEREIRO
qui, 12 de fevereiro de 2026 08:00
Caso Orelha
Nesta segunda-feira, a ativista e influencer digital Luisa Mell pediu que o caso do cão Orelha seja julgado por meio da esfera federal. A ativista solicitou a ajuda de seus seguidores após entrevista da Polícia ao Fantástico em que, segundo ela, as versões são diferentes e confusas em relação ao que foi apresentado nas mídias sociais na semana passada. Na terça-feira, Luisa Mell foi em Brasília com o objetivo de manifestar a injustiça e solicitar que o caso seja investigado pela Polícia Federal.
A voz da causa animal
A repercussão da morte do cão Orelha reacendeu o debate sobre diversos temas importantes. Sendo assim, a expectativa é de que a causa animal não seja apenas uma simples bandeira levantada por políticos que sobrevivem dela para manter os lemas de campanha e assim manter seus cargos. Os movimentos de passeata e revoltas manifestados em rede social mostraram que o Brasil quando deseja consegue chamar a atenção de autoridades para que a lei seja colocada em prática.
Legislação
No caso do cão Orelha o fato do crime ter sido cometido por um adolescente suspeito também reacendeu o tema sobre maioridade penal. Além disso, o que nos deixa revoltados é viver em um mundo em que se manifesta a falta de eficácia das leis para crime de maus-tratos. A partir de 2020 foi imposta a lei de reclusão de 2 a 5 anos, além de multa e quando se trata de crime cometido contra o próprio cão ou gato é imposta a proibição da guarda deste animal. Após a repercussão da morte do Orelha deputados que possuem projetos de apoio a causa estão dispostos a mudar este cenário e as pautas devem ser retomadas para que a lei seja mais severa.
Investigação
No início da semana uma imagem de um animal com parte do rosto desfigurada chamou a atenção. Inicialmente a suspeita seria agressão, mas todos os exames estão sendo realizados para descartar a existência de alguma doença grave. Segundo a vereadora Débora Dau, o cãozinho foi encaminhado para SuaVet, uma clínica parceira, e deve passar por cirurgia. Para colaborar com os gastos interessados podem enviar pix por meio do CNPJ da clínica, chave: 62.319.100/0001-32.
Reflexão
“O caso do Orelha rasga o véu da cordialidade e mostra que a violência não brota do acaso. Ela nasce do privilégio que se mistura com permissão, do ambiente onde desrespeito é autorizado antes mesmo de ser percebido como escolha. O Brasil apenas reencontrou o que nunca deixou de ser e ter, uma verdade que se arrasta há mais de 525 anos”. Autoria: Rodrigo França.
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