Vereadora solicita informações sobre falta de medicamentos na Farmácia Municipal
qui, 26 de novembro de 2015 08:01Da Redação
Pacientes aguardam entrega de 15 medicamentos, sendo seis municipais e nove estaduais
A vereadora Eunice Mendes (PMDB) enviou um requerimento, nessa terça-feira, 24, ao presidente da Câmara Municipal, solicitando que o prefeito Raul Belém (PP) e a secretária de Saúde, Lucélia Aparecida Vieira, informem sobre a falta de medicamentos na Farmácia Municipal.

Alguns medicamentos são de responsabilidade do município e outros do Estado
De acordo com a vereadora, diversos usuários do Sistema Único de Saúde (SUS) têm solicitado explicações sobre a falta dos medicamentos. “Recebemos muitas reclamações da população, principalmente em relação a remédios anticonvulsivos e para diabetes”.
A vereadora comenta que alguns medicamentos são de responsabilidade do município e outros do Estado. “Solicitamos informações por parte da prefeitura e gostaríamos de saber quais serão as ações do governo municipal em relação a essa falta de medicamentos”.
Dentre os remédios em falta, são de responsabilidade do município: Periciazina 4% (Neuleptil), Stelazine 5 mg, Cloreto de Potássio (KCL), Cetoconazol Creme, seringa para insulina 100 UI e Protovit GTS. Os medicamentos faltosos de responsabilidade do estado são: Cefalexina SUSP, Carbamazepina 200 mg, Fernobarbital 100 mg, Ácido Fólico 5 mg, Enalapril 10 mg, Mebendazol CP, Glibenclamida 5 mg, Prolopa 200/50 e Fluoxetina 200 mg.
Segundo a vereadora, a prefeitura deveria cumprir a responsabilidade de adquirir os remédios. “A Lei de Responsabilidade Fiscal determina que o gestor é quem escolhe em quais áreas serão aplicados os recursos. Temos visto investimentos na iluminação natalina e a população está sofrendo com a falta de remédios. Essa situação é difícil de aceitar.”
Eunice Mendes acrescenta que o planejamento do orçamento municipal deveria ser mais participativo. “Os gestores deveriam ouvir os interesses da população. Se os moradores pudessem escolher, será que iriam preferir a iluminação natalina ou remédios para a Farmácia Municipal? O dinheiro é da população, mas infelizmente não temos esse poder participativo”.
A vereadora ressalta que as prioridades do governo deveriam ser as áreas de Saúde, Educação e Assistência Social. “É necessário priorizar as pastas ligadas diretamente ao cidadão e depois as outras áreas. Durante essa crise, é preciso suprir primeiro o necessário. Sem o remédio, a saúde da população piora e, caso o paciente precise ser internado, o recurso utilizado para mantê-lo no hospital, é mais caro do que a manutenção do medicamento na farmácia”.
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