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Vereador Levi Siqueira promove audiência pública sobre situação emergencial do Terminal Rodoviário

sáb, 27 de setembro de 2025 08:00

Da Redação

Legenda: Audiência pública promovida pelo vereador Levi Siqueira reuniu autoridades, técnicos e população para debater soluções emergenciais sobre a interdição do Terminal Rodoviário de Araguari.

A Câmara Municipal de Araguari sediou, na noite desta quinta-feira, 25, audiência pública convocada pelo vereador Levi Siqueira (PRD) para discutir a interdição do Terminal Rodoviário Presidente Tancredo de Almeida Neves, decretada após laudo técnico emitido em 12 de setembro que apontou risco iminente de colapso estrutural.

O plenário ficou lotado com a presença de vereadores, autoridades do Executivo, equipes técnicas de engenharia, representantes do setor de transporte e usuários diretamente afetados. O debate foi marcado pela cobrança de transparência, pela defesa da segurança da população e pela busca de alternativas para garantir a continuidade dos serviços.

Participaram da audiência os vereadores Sargento Oliveira, Paulo do Vale, Alex Peixoto e Isabel Pires; o ex-secretário de Infraestrutura e atual superintendente da SAE, Luiz Felipe Miranda; a secretária de Planejamento, Orçamento e Habitação, Mariel Cadena da Matta; além de representantes da Procuradoria-Geral do Município, do Corpo de Bombeiros, da Defesa Civil, do corpo de engenheiros da Prefeitura, de empresas de ônibus, taxistas e usuários.

A equipe técnica da Prefeitura apresentou os fundamentos do laudo que embasou a interdição, enquanto o engenheiro civil José Radi Neto contestou o documento e afirmou que a estrutura não apresenta risco de desabamento. Radi Neto, que acompanha o terminal desde o início dos anos 2000, foi convidado a integrar o grupo de trabalho que acompanha os estudos, podendo apresentar quesitos técnicos aos peritos responsáveis.

Para avançar na solução, foi registrada a proposta de parceria com a Universidade Federal de Uberlândia (UFU) e a Universidade Federal de Catalão (UFCAT), que deverão elaborar um laudo independente com metodologia acadêmica e ensaios técnicos capazes de indicar com segurança o plano de obras.

Enquanto os estudos não são concluídos, a continuidade do serviço foi apontada como prioridade. Trabalhadores, comerciantes e taxistas relataram prejuízos com a interdição e defenderam a manutenção dos pontos de embarque em áreas centrais para evitar a perda de receita e o avanço do transporte clandestino. Entre as sugestões, estão o uso provisório do Ginásio Poliesportivo ou do Palácio dos Ferroviários, com banheiros químicos e estruturas temporárias de apoio para garantir condições mínimas de operação.

Outro ponto discutido foi a necessidade de governança no processo. Foi recomendado que todas as comunicações entre empresas, permissionários e Prefeitura sejam formalizadas por meio de ofícios, com cópias à Câmara Municipal, a fim de assegurar prazos, registros e maior transparência. O Ministério Público Estadual também acompanhará as deliberações.

Sobre o futuro do prédio, técnicos alertaram que, dependendo do escopo da obra a ser definido pelos laudos independentes, a reforma poderá manter o terminal fechado por até três anos. Nesse cenário, os presentes defenderam que o local provisório de embarque e desembarque seja definido com base na centralidade, acessibilidade e segurança.

Ao final da audiência, o vereador Levi Siqueira agradeceu a presença de autoridades, técnicos e usuários, destacando que o papel da Câmara Municipal é garantir critério técnico, transparência e proteção do interesse público. Ele assegurou que o Legislativo acompanhará de perto os prazos e atos administrativos, publicando atualizações e cobrando celeridade nas medidas emergenciais, sem abrir mão da segurança estrutural.

 

 

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