Venda de pescados aumenta no período da Quaresma
sex, 28 de fevereiro de 2020 05:03Da Redação
O período religioso da Quaresma iniciou nesta Quarta-feira de Cinzas, 26. O momento é marcado pela tradição em se abster do consumo de carne vermelha durante os 40 dias que antecedem a Páscoa. Em decorrência dos costumes, os cristãos se adequaram à ingestão de carne branca como aves, peixes e também de ovos.
Nesta época, a tendência é o aumento nas vendas de pescados, sendo a tilápia, surubim e pintado os tipos de peixes mais procurados. Segundo Silvio Presley, proprietário do Badião Smart, famoso supermercado de Araguari, a venda de tais produtos neste período é sempre muito aquecida e, representa um aumento de até 200%.
“Este ano, com o preço da carne bovina em alta, acredito muito no aumento da venda de peixes. O bacalhau, mesmo com o dólar em alta, tem uma boa fatia de mercado neste período, além do tradicionalismo no consumo da espécie durante a Semana Santa”, declarou o empresário.
Na hora de comprar o peixe, o consumidor deve observar se o pescado está bem refrigerado ou conservado em uma camada espessa de gelo. O corpo do peixe tem que estar bem liso, com a pele intacta e a carne firme sempre que pressionar o dedo sobre ela. Quando comprado fresco, o peixe deve apresentar guelras brilhantes e com a cor vermelha, clara e sem marcas cinzentas. As escamas devem estar bem aderidas, o peixe deverá estar brilhante e úmido, sem nenhum odor diferenciado, pois pode estar vencido ou velho.
Neste período, os consumidores também fazem dos ovos uma opção para acrescentar no cardápio diário. Questionado sobre a alteração de preço nos produtos do momento, Silvio Presley disse que o aumento será pequeno, mas acredita que as vendas serão melhores em vista da alta no preço da carne vermelha.
Tradição
O costume em se abster da carne vermelha durante a Quaresma entra em um dos três princípios praticados neste período. A recomendação da Igreja é que o fiel não coma carne ou substitua por pequenas ações de sacrifício. Estas pequenas penitências, mostram que o fiel está disposto a sacrificar algo de seu dia a dia em memória de Cristo, seriam jejum ou atos de caridade e dedicação ao próximo.
Quando fala em “carne”, o Código de Direito Canônico da Igreja Católica não diz “carne de boi” ou libera carne de peixes e outros animais, no entanto, diz que o fiel pode se abster de carne ou outro alimento, desde que isso signifique um pequeno sacrifício a ele.
A tradição de comer peixes na Sexta-Feira Santa é, portanto, apenas uma convenção cultivada e mantida por falta de interpretação dos textos da Igreja Católica.
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