Suspeita de irregularidades em contratos do transporte escolar faz com que vereador acione o MP
sáb, 8 de fevereiro de 2020 05:09Da Redação
Para investigar possíveis irregularidades ou ilegalidades nos contratos de transporte escolar firmados entre o município e as empresas ligadas à Cooperativa dos Transportadores de Passageiros e Cargas de Uberlândia (Grupo Econômico Coopass) e a Associação dos Transportadores de Passageiros e Cargas do Triângulo Mineiro (ATP), o vereador Paulo do Vale (PV) decidiu pedir apoio do Ministério Púbico Estadual. A iniciativa foi motivada pela falta de assinaturas ao requerimento que solicitava a abertura de uma Comissão Legislativa de Inquérito (CLI).

Pedido de abertura da CLI recebeu somente cinco das seis assinaturas necessárias para o início das investigações
O documento foi apresentado pelo edil na última terça-feira, durante sessão ordinária na Câmara Municipal. O pedido recebeu somente cinco das seis assinaturas necessárias para o início das investigações na Câmara. “Não conseguimos seguir adiante com as investigações pela falta de assinaturas, mas agradeço aos vereadores Vanderlei Inácio (PRTB), Carlos Machado (PSL), Dhiosney de Andrade (PTC) e Sebastião Vieira (PSL) pelo apoio. Para dar andamento neste caso, encaminhei ao MP o requerimento e as reportagens sobre as investigações da operação “Poderoso Chefão” realizada em Uberlândia.”
Conforme Paulo do Vale, na ocasião, o promotor da cidade de Uberlândia disse que a mesma quadrilha poderia estar agindo também em Araguari, assim, as principais ocorrências a serem apuradas poderão ter como suporte a documentação disponibilizada pela secretaria de Educação. Em Uberlândia, a operação teve por objetivo apurar crimes de organização criminosa, peculato e lavagem de dinheiro por dirigentes e empresas ligadas à Coopass e à ATP, ambas prestadoras de serviço de transporte escolar à prefeitura de Uberlândia.
Se o Ministério Público acatar o pedido, a investigação poderá ser estendida aos contratos firmados com outras empresas, caso também apresentem indícios de irregularidades. Diante disso, o vereador ressaltou ainda que pretende solicitar apoio e protocolar a documentação junto ao Ministério Público Federal. “Queremos ter a certeza de que não houve qualquer tipo de irregularidade e contribuir para que as investigações necessárias aconteçam na cidade.”
Por fim, ele relembrou que, após a conclusão da etapa de licitações e desdobramentos da operação ‘Poderoso Chefão’, o ex-controlador de Araguari em audiência no Legislativo, defendeu a empresa a qual todo o processo estava ligado. Posteriormente, ele foi preso suspeito de participar de esquema criminoso que envolvia desvio de recursos públicos.
Importante ressaltar que a empresa uberlandense ligada ao grupo foi a vencedora da licitação em Araguari, levando os motoristas do município a trabalharem em Uberlândia por meio de contrato particular, método que foi solicitado e negado no município. Para ele, diante das investigações no município vizinho, a administração municipal deveria ter rescindido o contrato dessas empresas e providenciado outra licitação e de maneira diferente.
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O interessante é que se fosse algum amiguinho que estivesse no poder, este ficaria caladinho.