Super(man)Pai ou apenas pai como pai deve ser?
qui, 9 de outubro de 2014 00:00
no século 21?? Como o exercem?
Para os povos primitivos, o homem não tinha qualquer participação no processo de reprodução, inclusive acreditava-se que a mulher era fertilizada pelos raios lunares. (mitos)
Segundo o folclore da civilização ocidental, o pai tem em relação ao nascimento dos filhos, basicamente 3 funções: fecundar o óvulo, esperar ansiosamente no corredor da maternidade enquanto ocorre o parto e prover as necessidades materiais da família.
Daí, o já fora de moda “pai tradicional”, que sai para trabalhar todas as manhãs, geralmente almoça fora e retorna a noite, exausto, querendo “os chinelos” e o jantar…
E infelizmente podemos contar nos dedos os que esperam seus bebês no berçário, que os levam ao médico, que participam de reuniões de pais…
Mas, nem todos os pais são omisso. Hoje já é possível observar pais que não se deixam conduzir pelo velho estereótipo machista e curtem os filhos desde a gestação, participam de curso para casais grávidos, lêem revistas e livros especializados e buscam sites que falam sobre bebês. Mais tarde sentem prazer em ajudar a trocá-los, embalam-nos carinhosamente, fascinam-se ao acompanhar seu desenvolvimento e dispõe-se a cuidar deles enquanto suas mulheres desfrutam de um pouco de privacidade, descanso e silêncio.
Dito “pai do século 21” – ainda fragilizado pelo fato de hoje a mulher ter acesso as mesmas funções que o homem e AO MESMO TEMPO gestar.
Dizemos que a mãe moderna usa seu inato instinto materno. O homem moderno improvisa. Ninguém lhes ensinou como fazer, ou seja, o bê-á-bá. Como agir diante de um bebê, segurá-lo, dar-lhe a mamadeira, fazê-lo arrotar, saber como e de que lado deitá-lo…. Ele aprende na prática, com improviso…. e surpreendentemente descobre-se um ótimo pai.
Quando caem os tabus, é maior a liberdade social e cultural de improvisar o papel do pai. Se o homem quiser, poderá ficar mais próximo, estabelecer uma relação mais direta e imediata com a criança, ter acesso ao filho desde o nascimento. Pode pegá-lo, trocá-lo passar pomada no bumbum, limpar o curativo do umbigo, dar-lhe banho, vesti-lo, acalentá-lo, deitá-lo, dar-lhe mamadeira, levá-lo para a mulher amamentar…
Quando a criança cresce o pai pode dar a mamadeira, a bananinha, preparar a sopa de legumes, o suco de laranja. E mais tarde arrastar-se pelo chão, engatinhar com ele, ensinar-lhe palavras, cantar, ajudá-lo a andar, manipular seus brinquedos, contar histórias para ele…
É fácil ser pai quando se está disponível… quando não temos medo… quando permitimos a aproximação…quando nos emocionamos. Quando ensinamos (através do abraço) nosso filho a ser um pai ou mãe muito mais afetivo, generoso e feliz.
Lembre-se: Não se nasce um pai moderno, torna-se um… Boa Sorte!!!
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