Simpósio e exposições de produtos de qualidade garantiram o sucesso da 19ª edição da Fenicafé
sex, 21 de março de 2014 00:03
Número significativo de público em palestras e em visitas aos Stands garantiu o sucesso da Fenicafé 2014. Foto: Henrique Vieira
MEL SOARES (com assessoria) – Promovida pela ACA – Associação dos Cafeicultores de Araguari e a Federação dos Cafeicultores do Cerrado, a Fenicafé – Feira Nacional de Irrigação em Cafeicultura 2014 – apresentou nestes três dias de evento as mais novas tecnologias e tendências da cafeicultura irrigada.
Por meio de palestras e exposições de produtos oriundos de diversas áreas do agronegócio, a Feira superou as expectativas de público e a estimativa de negociações. Em entrevista ao Jornal Gazeta do Triângulo, Cláudio Morales Garcia, presidente da ACA, disse que em torno de 20 mil visitantes prestigiaram a Fenicafé. “Tivemos a presença de caravanas, uma delas, do Espírito Santo. E devido à quantidade de visitantes e as vendas obtidas, com certeza podemos dizer que a Feira foi um verdadeiro sucesso”, afirma o presidente.
Segundo ele, a negociação estipulada em torno de 30 milhões de reais foi alcançada por meio da exposição de produtos de qualidade e com inovadas tecnologias.
Conforme informado, além de movimentar negócios, o objetivo foi o de permitir uma grande diversidade de público, que pôde se inteirar sobre os temas envolvendo os avanços e desafios da cafeicultura irrigada. “Foi uma grande oportunidade para os cafeicultores e técnicos tomarem conhecimento dos resultados das pesquisas e também apontar demandas para novos estudos”.
Um dos destaques de encerramento foi o workshop denominado ‘Qualidade do Café’ coordenado por Sílvio Leite, da exportadora AgriCoffee, que falou sobre as exigências cada vez maiores dos mercados internacionais em relação aos cafés especiais, que contam com importadores e consumidores cada vez mais rigorosos. “Em todas as fazendas que visito o proprietário comenta que tem o melhor café. Concordo, acho certo, todos precisam desse sentimento, independente se estamos em Minas Gerais, Bahia ou Colômbia”, disse Sílvio.
Segundo ele, cada café, cada produto, é único, apresentando condições muito específicas, singulares. “Temos é que procurar dentro dessas condições qual é o nosso mercado”, apontou, salientando a grandes diversidades de tipos de café produzidos no Brasil.
Em palestra ele ressaltou que um dos erros mais comuns que acontecem na propriedade é no preparo do café. “Obtém-se na colheita um grão de altíssima qualidade, mas o processo final de beneficiamento é feito de maneira errada, perdendo todo o trabalho no meio da escala. É necessário muito cuidado com os cafés especiais. Quanto mais preciso ele for, maior será seu valor agregado”, alertou.
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