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Setor do leite aposta no planejamento e no manejo para garantir a produção em Minas Gerais

sex, 14 de março de 2014 00:54

CANAL RURAL – A chuva que voltou a cair no interior de Minas Gerais deve trazer tranquilidade aos produtores de leite da região. Com a seca fora de época, os agricultores foram obrigados a refazer o planejamento da produção, o que mudou o manejo nas propriedades.

Em 2013, o clima estável e o estímulo a produção resultaram em excesso de estoque de leite nos laticínios no mês de dezembro. A seca atípica nos meses de janeiro e fevereiro deste ano castigou as pastagens e a produção caiu, em média, 10% principalmente no Triângulo Mineiro. Isso ajudou na retomada dos preços que estavam em queda. Segundo o zootecnista, Paulo Amaral, a chuva chegou com atraso, mas ainda pode fazer a diferença.

– Para quem planta milho, hoje, seria necessário chuva até meados do mês de maio. A chuva veio e deu confiança para plantar, mas ainda assim seria necessário um volume considerável nos próximos dois meses. Sem essa chuva as perdas serão catastróficas para o produtor de leite – disse o zootecnista.

O zootecnista alerta que o custo este ano é maior do que no ano passado. Amaral orienta aos produtores para o cuidado com a nutrição das vacas, pois o tempo é curto, entre maio e junho começa novamente o período seco na região.

– Estamos orientando os produtores a produzirem safrinha, seja com sorgo ou com milho. Também devem procurar ter um planejamento para gastar uma quantidade menor de forragem, acreditando que este pode ser um ano em que forragem possa ser o balizador da eficiência ou não da produção de leite – diz Amaral.

Na fazenda Floresta no município de Araguari (MG), a produção diária passa de três mil litros. O produtor Leonardo Borba calcula que a queda nos preços do leite foi de 18% em quatro meses e agora o mercado volta a aquecer.

– O preço do leite vem aumentando. Desde janeiro tivemos alta de pelo menos R$ 1,15. O mercado vem mostrando que melhora dia apos dia e nós acreditamos muito nisso. Os custos preocupam onde o mercado de insumos disparou – salienta Borba.

O produtor está revendo o planejamento de custos e vai trabalhar com insumos mais baratos, mas sem perder em produtividade.

– O planejamento vem na substituição adequação da nutrição das vacas. A vaca leiteira é um animal muito bom, que dá para fazer a conversão alimentar ser muito boa. Qualquer subproduto que você consegue colocar, ela reverte isso em leite. Acredito que teremos um resultado muito bom – afirma o produtor.

Para o presidente da Cooperativa de Leite Uberlândia no Estado, Cenyldes Vieira, as mudanças climáticas dos últimos meses anteciparam o ciclo de captação dos laticínios e isso pode beneficiar os produtores.

– Em termos de captação de leite estamos vivendo um período que foi anunciado, antecipado deveria ocorrer em março e abri. Todos os laticínios na região estão antecipando a formação das suas futuras escalas de captação para o período da seca e isso tem movimentado bastante o preço pago ao produtor. O preço está subindo ao produtor, mas a resposta do outro lado, ou seja, do consumidor também. O consumo está em alta, estamos vendo 2014 como mais um ano bom para o produtor de leite – destaca. (Canal Rural)

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