FURANDO A BOLHA – 1 DE MAIO
sex, 1 de maio de 2026 08:00
COLUNA FURANDO A BOLHA 5 ANOS
“Ao longo dessa caminhada, sempre procurei alertar o leitor sobre algo simples, mas que poucos fazem: parar, pensar e questionar antes de acreditar ou compartilhar qualquer coisa.”
Por Leandro A.M
Há cinco anos iniciei esta jornada no Jornal Gazeta do Triângulo sem ter a real dimensão do que essa coluna se tornaria ao longo do tempo. O nome “Furando a Bolha” nunca foi apenas um título, mas sim um compromisso. Desde o primeiro texto, a proposta sempre foi clara: provocar reflexão, questionar certezas absolutas e, sobretudo, não me curvar ao pensamento raso que domina boa parte do debate público.
Vivemos em uma era em que a informação nunca foi tão acessível, mas, ao mesmo tempo, nunca foi tão manipulada. Ao longo desses anos, procurei travar, dentro das minhas limitações, uma batalha constante contra as fake news, contra o efeito manada e contra essa necessidade quase automática de aderir a narrativas prontas sem qualquer filtro crítico. A mentira sempre existiu, isso é da natureza humana. O que mudou foi a escala, a velocidade e o poder de destruição que ela passou a ter.
As redes sociais potencializaram aquilo que o ser humano tem de melhor e, principalmente, de pior. Informação virou instrumento de poder. E, como todo instrumento de poder, passou a ser utilizado para manipular, induzir, distorcer e, muitas vezes, simplesmente enganar. Ao longo dessa caminhada, sempre procurei alertar o leitor sobre algo simples, mas que poucos fazem: parar, pensar e questionar antes de acreditar ou compartilhar qualquer coisa. No momento em que se propaga ou existe qualquer tipo de manipulação ou engendramento, não pode haver amor.
Falei sobre temas diversos, muitas vezes desconfortáveis, outras vezes impopulares, mas sempre com a intenção de tirar o leitor da zona de conforto. Porque pensar dá trabalho. E, convenhamos, o que mais vemos hoje é gente preferindo repetir a refletir, seguir a questionar, aderir a compreender. Copiar, sobretudo nesta era de inteligência artificial., que esteriliza os discursos e empobrece o raciocínio.
Nada disso teria sido possível sem algumas pessoas que tiveram papel fundamental nessa trajetória. Gostaria de agradecer, de forma muito especial, à minha amiga Raquel Costa, que me convidou inicialmente para conhecer o jornal. A partir desse primeiro contato, surgiu a oportunidade que mudaria completamente essa caminhada. Posteriormente, ao Lucas Amaral (meu contemporâneo na UFU e filho do mestre e saudoso, Darli Amaral), que confiou no meu trabalho e abriu espaço no Jornal mais antigo e respeitado da região para que eu pudesse construir essa coluna ao longo desses anos com plena e total liberdade.
Não poderia deixar de agradecer também à minha tia Tânia Maria, uma leitora infalível, daquelas que não apenas acompanham, mas refletem, opinam e, acima de tudo, valorizam o conteúdo. Ter alguém assim é um privilégio. Acredito que tenha lido todos os meus textos e sou muito grato a ela por esse carinho.
Ao longo desses cinco anos, recebi elogios, críticas, com concordâncias e discordâncias. E isso é exatamente o que se espera de uma coluna que se propõe a pensar. Recebi também incontáveis e-mails que foram importantes para mim, agradeço a cada um que tirou um momento para escrever.
Se consegui, em algum momento, fazer alguém questionar uma informação duvidosa, evitar compartilhar uma mentira ou simplesmente parar por alguns minutos para pensar além do óbvio, então essa jornada já valeu a pena.
Porque, no fim das contas, furar a bolha não é sobre convencer ninguém. É sobre algo muito mais simples e, ao mesmo tempo, muito mais difícil: fazer as pessoas pensarem por conta própria.
Seguimos.
Leandro Alves de Melo, bacharel em Direito e bacharelando em Administração pela Universidade Federal de Uberlândia, advogado, Ex-Delegado da ESA OAB/GO (2013-2015), colunista, é proprietário dos escritórios Alves & Melo Sociedade de Advogados, pós-graduado em gestão de pessoas INESP/SP (2018-2020), especialista em Direito Previdenciário pelo IEPREV/BH (2020 a 2022), pós-graduado em Direito Constitucional pelo Instituto de Direito Público de Brasília (2019-2022), Master Trainer in Neuro-Linguistic Programming NLP (2012-2019)*, vencedor do Top of Mind 2023: advogado previdenciário e vencedor do Top of Mind 24, 25 e 26: advogado constitucional.
*com certificados reconhecidos internacionalmente sobre essa matéria
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