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Servidores da Educação aderem à paralisação nacional

qua, 19 de março de 2014 00:00
Com duração de três dias, grevistas se mobilizam em prol da valorização profissional
Representantes do SindUTE subsede Araguari levaram as reclamações ao Ministério Público nesta terça-feira, 18. Foto: Divulgação

Representantes do SindUTE subsede Araguari levaram as reclamações ao Ministério Público nesta terça-feira, 18.
Foto: Divulgação

DA REDAÇÃO – Professores e trabalhadores administrativos da rede pública de ensino em todo o Estado iniciaram, nesta segunda-feira, 17, uma paralisação com previsão de duração de três dias. A ação integra a greve nacional convocada pela Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE).

A categoria reivindica melhorias nas condições de trabalho, mais investimentos na formação profissional, a aplicação dos royalties do petróleo na valorização dos trabalhadores, além da votação imediata do Plano Nacional de Educação.

Em Araguari, o SIND-UTE também aderiu à Greve Nacional. Segundo o coordenador, José Luís da Costa, as manifestações estão acontecendo em níveis regionais. Nesta terça-feira, 18, um ato público na praça Tubal Vilela, em Uberlândia reuniu vários representantes de Uberlândia, Araguari, Capinópolis, Ituiutaba, entre outras cidades da região.

Uma denúncia sobre os problemas relacionados à educação estadual também foi protocolada no Ministério Público de Araguari. No documento constam problemas como a restrição de matrículas no turno noturno; a superlotação das salas de aulas, o que impossibilita o desempenho do profissional e do aluno. “Em nossa cidade, por exemplo, houve redução no quadro de funcionários que fazem a limpeza e a segurança no horário de recreio e também daqueles responsáveis pela vida funcional de todos os trabalhadores da Escola. Após uma pesquisa, constatamos que houve cerca de 20% na redução de funcionários e aumento, na mesma proporção em número de alunos,” contou o coordenador.

Além disso, os servidores questionam a segurança na saída dos turnos escolares, pois neste horário aumenta o número de pessoas na porta das escolas. “Convidamos as entidades de classe, associações, pais e alunos a participarem conosco desta mobilização pedindo imediata solução para os problemas que estão em evidência em nosso estado em termos educacionais,” disse.

Hoje, 19, caravanas partirão de todas as regiões do Estado rumo a Brasília, para participar da manifestação da CNTE. Às 16h, educadores participam de uma Audiência Pública na Assembleia Legislativa de Minas Gerais, que discutirá a Campanha Salarial 2014 da categoria, com mobilização de toda a comunidade escolar.

 Universidades Federais

Os funcionários das instituições federais de ensino superior também se mobilizaram, entretanto, a paralização não atingiu de forma imediata todas as instituições. A greve foi organizada pela Fasubra (Federação de Sindicato de Trabalhadores Técnico-Administrativo em Instituições de Ensino Superior Públicas do Brasil) e a categoria busca o cumprimento total do acordo de greve de 2012.

O sindicato representa cerca de 180 mil trabalhadores. Segundo afirmam, foram promovidas reuniões com representantes dos ministérios da Educação e do Planejamento, mas não houve acordo sobre as demandas da categoria. Hoje, os grevistas devem participar do Dia Nacional de Luta, que terá ações em vários Estados ao lado de outras categorias.

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