Segundo levantamento da Firjan, BR-050 oferece risco para o transporte de cargas
qua, 29 de março de 2017 05:40Da Redação
Para a PRF, não há grande incidência de roubos no trecho que passa pela região de Araguari
A BR-050, que vai de Brasília/DF a Santos/SP, é citada num levantamento da Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan) que apontou as rodovias com risco para o transporte de cargas.
A Polícia Rodoviária Federal reconhece que o roubo de cargas na região de Araguari e Uberlândia é uma situação preocupante e que há influência no grande número de empresas do setor logístico instaladas no Triângulo Mineiro, no entanto, questiona que o trecho da BR-050 seja de grande incidência de roubos.
“A BR-050 foi problema algum tempo atrás, hoje não. No trecho que vai desde a divisão com Goiás até Uberaba não há mais índices de assalto. Nosso maior problema hoje é na BR-153”, disse a inspetora Jane Santos, responsável pelo posto regional, em entrevista à imprensa em Uberlândia.

O roubo de cargas gerou grande prejuízo no último ano
De acordo com a policial, a PRF conta com 75 agentes atuando nos postos de Uberlândia, Araguari e Monte Alegre de Minas, cobrindo uma área de quase 600 quilômetros de rodovias federais. “Não é o ideal, mas é um efetivo razoável para atender as demandas”, destacou.
Segundo a pesquisa, o roubo de cargas gerou um prejuízo de cerca de R$ 245 milhões às transportadoras em Minas Gerais em 2016, representando o aumento de 15% em relação ao ano anterior. Em todo o país, o prejuízo chegou na casa dos R$ 2 bilhões.
Entre as cargas mais visadas pelas quadrilhas estão os eletroeletrônicos de maior valor agregado, cigarros e medicamentos. No caso do Triângulo Mineiro, há ainda uma procura por veículos que transportam defensivos agrícolas, café, leite em pó e pneus.
Em Araguari, os últimos ataques aconteceram nas rodovias estaduais, especialmente na LMG-748, porém, houve uma redução nesse tipo de delito em 2017.
SOLUÇÃO
Para enfrentar o problema, a Firjan propõe um movimento nacional contra o roubo de cargas, com ações articuladas entre estados, municípios e governo federal e Legislativo.
Os industriais pedem penas duras para os crimes de roubo de cargas e receptação. E consideram importante contratar mais policiais para recompor os quadros das corporações. Proibir a venda dos bloqueadores de sinal de radiocomunicação é outra medida proposta, pois os equipamentos têm sido usados pelas quadrilhas.
As consequências do crescimento desse crime têm sido o encarecimento dos seguros, taxas extras cobradas pelas transportadoras e repasse dos custos ao consumidor.
Com a venda ilegal dos produtos também ocorre sonegação de impostos, reduzindo a arrecadação do Estado.
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